Arquivo da Categoria "Internacionalização"

Pesquisadora do PPGEST visita base de pesquisa na Antártida

Postado por INEST em 12/jul/2018 - Sem Comentários

A mestranda Gabriele Molina Hernandez, do PPGEST,  viajou recentemente para a base chilena Eduardo Frei Montalva, localizada na Antártida. A base funciona desde 1969 e serve não somente para pesquisas quanto para conexão com outras bases antárticas, sendo a mais importante do Chile no continente. Durante o inverno, a temperatura mínima histórica para o mês de junho registrada no local foi de 24,2 graus Celsius negativos ,e devido à inclinação do eixo da terra,  há poucas horas de incidência de luz solar.
A pesquisadora, que  está preparando trabalho sobre o PROANTAR- Programa Antártico Brasileiro, pode ao longo da visita realizar entrevistas e observar in loco o trabalho das equipes que se revezam na região.

Rob Walker faz visita ao INEST

Postado por INEST em 30/jun/2018 - Sem Comentários

O Programa de Pós Graduação em Estudos Estratégicos recebeu no dia 28 de junho a visita do professor Rob Walker, um dos mais renomados teóricos contemporâneos das Relações Internacionais.  O docente da Victoria University, que estava no Brasil cumprindo extensa agenda acadêmica, aceitou o convite do coordenador do PPGEST, prof. Thiago Rodrigues, para dar palestra especial na disciplina Teoria e Análise de Relações Internacionais da Defesa e da Segurança I. O tema escolhido foi com base em seu livro “Inside/Outside: International Relations as Political Theory”.

 

Núcleo de Estudos Sobre os Estados Unidos

Postado por INEST em 27/nov/2017 - Sem Comentários

Os professores Eurico de Lima Figueiredo e Vitelio Brustolin participaram de importantes eventos internacionais na Flórida. Ambos buscaram a consolidação do NUEST, Núcleo de Estudos sobre os Estados Unidos, que vai possibilitar o intercâmbio de alunos e professores entre o INEST/UFF e a Florida Atlantic University. Acompanhe abaixo as agendas e eventos dos quais ambos participaram:

Internacionalização

Postado por INEST em 08/jun/2017 -

O INEST tem esta­b­ele­cido pontes de coop­er­ação com diver­sas insti­tu­ições estrangeiras.

Isso tem ocor­rido tanto no plano docente como no plano discente.

No plano docente, ressalta-​se a coop­er­ação com a Uni­ver­si­dade de Upp­sala, Sué­cia. O Pro­fes­sor Emérito Evert Vedung já veio ao Brasil na qual­i­dade de vis­i­tante, patroci­nado pela UFF e pela FAPERJ, para lecionar curso de exten­são de Avali­ação de Políti­cas Públi­cas na área de Estu­dos Estratégi­cos. Em con­tra­partida, o pro­fes­sor Luiz Pedone, do INEST, em dois anos con­sec­u­tivos, 2013 e 2014, finan­ciado pela CAPES e pela UFF, via­jou como pesquisador vis­i­tante para aquela referida universidade.

O Pro­fes­sor Doutor Zhou Zhi­wei, da Acad­e­mia de Ciên­cias Soci­ais de Pequim, veio para o INEST com bolsa da Fun­dação Ford para pós-​doutorado, nos anos de 2011 e 2012. Na opor­tu­nidade, ele ofer­e­ceu o mini-​curso de exten­são sobre os grandes desafios da China.

O Pro­fes­sor Doutor Ger­mán Flávio Soprano, pesquisador da Uni­ver­si­dade de Quilmes e do CONyCET, pas­sou uma sem­ana pro­ferindo palestra sobre Defesa e Segu­rança Inter­na­cional, tendo em vista o caso argentino.

No momento, o INEST está esta­b­ele­cendo pro­je­tos de inter­câm­bios com acadêmi­cos de insti­tu­ições uni­ver­sitárias da Argentina, Dina­marca, Espanha, Esta­dos Unidos, França, Por­tu­gal e Suécia.

No plano dis­cente, o curso de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos (PGGEST), tem rece­bido alunos da Argentina, França,   Romênia, Uruguai e Moçam­bique – este último através de acordo de coop­er­ação internacional.

Na graduação, os discentes tem participado de intercambio em vários países.

Acordo Florida Atlantic Uni­ver­sity e INEST

Postado por INEST em 26/jan/2017 - Sem Comentários

No dia 23 de janeiro, o prof. Emérito Eurico de Lima Figueiredo (foto), dire­tor do INEST, real­i­zou palestra na Florida Atlantic Uni­ver­sity (FAU). A apre­sen­tação teve como título Brazil: Past, Present and Future, descorti­nando o período com­preen­dido entre 1930 e os dias de hoje, iden­ti­f­i­cando cenários alter­na­tivos para o desen­volvi­mento do país até 2030. No dia ante­rior o pro­fes­sor par­ticipou de almoço com docentes do cole­giado da uni­ver­si­dade no restau­rante dos docentes da uni­ver­si­dade, seguida por reunião com a Chefe do Depar­ta­mento de Ciên­cia Política, Dra. Aimé Arias, o Dr. Steven Roper (Dire­tor Exec­u­tivo, Peace, Jus­tice and Human Rights Ini­tia­tive) e o Dr. Aloy­sio Vas­con­cel­los, (Pres­i­dente, Brazil Inter­na­tional Foun­da­tion). Os entendi­men­tos vis­aram o esta­b­elec­i­mento de um Cen­tro de Estu­dos Brasileiros na FAU e um Cen­tro de Estu­dos Estadunidenses, no INEST. A FAU, com 25 mil alunos, é uma uni­ver­si­dade estatal que fica próx­ima ao con­dado de Broward, local com a maior con­cen­tração de brasileiros nos Esta­dos Unidos.

Saiba como foi o III Encon­tro Brasileiro de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais

Postado por INEST em 26/out/2016 - Sem Comentários

Saiba como foi o III Encon­tro Brasileiro de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais
O III EBERI, real­izado entre os dias 17 e 20 de out­ubro, reuniu pesquisadores de uni­ver­si­dades, acad­e­mias e esco­las de altos estu­dos mil­itares do Brasil e do exte­rior. Sep­a­ramos os destaques do evento.
No dia 17
O dire­tor do Insti­tuto Pandiá Calógeras, Demétrio de Oliveira, par­ticipou da aber­tura do III EBERI. Sua exposição teve como tema as ações afir­ma­ti­vas para uma Política de Defesa Nacional. Em sua fala, Oliveira desta­cou mudanças no min­istério da Defesa em espe­cial a cri­ação do Insti­tuto Brasileiro de Estu­dos de Defesa — Pandiá Calógeras. Assi­nalou, entre out­ras ações afir­ma­ti­vas, a cri­ação da car­reira de anal­ista de Defesa no min­istério e a for­mação de um Pro­grama e Pós-​Graduação em Econo­mia da Defesa, com cur­sos de mestrado e doutorado, a serem real­iza­dos por meio de uma parce­ria entre o Insti­tuto e a Uni­ver­si­dade de Brasília. Além disso, fez refer­ên­cia a real­iza­ção de sem­i­nários em todo o Brasil sobre temas de Estu­dos Estratégi­cos em coop­er­ação com enti­dades acadêmi­cas e out­ros setores da sociedade civil, já a par­tir do fim deste ano.

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Demétrio Oliveira e a aluna Daiane Letícia

A palestra de aber­tura do EBERI foi pro­ferida pelo pro­fes­sor Eliézer Rizzo de Oliveira, da UNI­CAMP. Sua exposição apre­sen­tou os Desafios Atu­ais em Segu­rança e Defesa Nacional. Um dos aspec­tos ressalta­dos por Oliveira foi a per­cepção de inse­gu­rança nas grandes cidades, dev­ido às exper­iên­cias vivi­das e próx­i­mas rela­cionadas com a vio­lên­cia, seja ela crim­i­nal ou política.

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Os pro­fes­sores Eurico de Lima Figueiredo e Thomas Heye

Dia 18
O segundo dia do EBERI foi ini­ci­ado com os gru­pos de tra­balho (GTs) Geopolítica e Estu­dos Estratégi­cos (coor­de­nado pelo prof. André Varella), História Mil­i­tar (prof. Gabriel Pas­setti), Segu­rança Inter­na­cional (prof. Renato Petrochi).

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GT de Geopolítica
Tam­bém tiveram iní­cio na manhã do dia 18 os mini-​cursos, com duração de três dias, apre­sen­ta­dos por pesquisadores con­vi­da­dos. Foram eles: a questão de gênero nas Forças Armadas (prof. Paulo Pereira, profª. Andrea Costa e profª. Clau­dia Antunes — UNIFA), o ter­ror­ismo no século XXI (prof. Mau­rí­cio Bruno de Sá), o Dire­ito Inter­na­cional e as Relações Inter­na­cionais (prof. Edson Medeiros Branco Luiz – Uni­granrio) e o nacional­ismo no mundo con­tem­porâ­neo (prof. Helid Raphael).
Fechando a primeira parte da jor­nada, houve o debate Desafios e Pro­gra­mas de Coop­er­ação em Defesa Brasil e Sué­cia, coor­de­nado pelo prof. Luiz Pedone e com par­tic­i­pação dos pro­fes­sores sue­cos Ulf Ham­mas­tröm (SAAB), Evert Vedung (Upsalla Uni­ver­sity), dos pro­fes­sores brasileiros Mau­rí­cio Pazini Brandão (ITA) e Mar­cos Bar­bi­eri (UNICAMP)

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Os pro­fes­sores Gabriel Pas­setti, Marcelo Gullo, Beat­riz Bís­sio e Mon­ica Bruckmann

A tarde do dia 18 começou com a mesa Questões Políti­cas e Estratég­i­cas Con­tem­porâneas na América do Sul, com­posta pela pro­fes­sora uruguaia Beat­riz Bis­sio, a docente peru­ana Mon­ica Bruck­mann (ambas da UFRJ) e o pro­fes­sor argentino Marcelo Gullo (Uni­ver­si­dade de Lanús). A mod­er­ação coube ao prof. Gabriel Pas­setti.
Ao mesmo tempo teve iní­cio a 3ª Reunião de Coor­de­nadores e Rep­re­sen­tantes de Pro­gra­mas e Lin­has de Pesquisas em Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais. Rep­re­sen­taram o INEST e o PPGEST os pro­fes­sores Eurico de Lima Figueiredo, Eduardo Heleno e Már­cio Rocha. A Escola de Guerra Naval foi rep­re­sen­tada pela prof. Sab­rina Medeiros e a Uni­ver­si­dade da Força Aérea pelo prof. Paulo Pereira Leite.
Ao final da tarde, tiveram espaço os GTs Relações Civis e Mil­itares no Brasil Con­tem­porâ­neo (prof. Fred­erico Car­los de Sá Costa), Políti­cas Públi­cas de Defesa (prof. Luiz Pedone), Indús­tria de Defesa (prof. Alex Jobim), Segu­rança Inter­na­cional (prof. Vitélio Brus­tolin) e Guer­ras Africanas no Século XXI (prof. Jonuel Gonçalves).
Dia 19
A pro­gra­mação da manhã do ter­ceiro dia do EBERI con­tou com os GTs Geopolítica e Estu­dos Estratégi­cos (prof. André Varella), Teo­ria Política dos Estu­dos Estratégi­cos (prof. Vic­tor Lean­dro Chaves Gomes) e Soci­olo­gia Mil­i­tar (prof. Eduardo Heleno).
A ativi­dade foi seguida da mesa redonda Desafios e Pro­gra­mas de Coop­er­ação em Defesa Brasil e França. Mod­er­ada pelo prof. Alex Jobim, a mesa foi com­posta pelos pro­fes­sores Eduardo Brick (UFF-​Defesa), Leonam dos San­tos Guimarães (USP) e Marc Luchini, rep­re­sen­tante do grupo francês DCNS.
A jor­nada ves­per­tina começou com a mesa redonda comem­o­ra­tiva dos 30 anos de ativi­dades do Núcleo de Estu­dos Estratégi­cos da UFF. Mod­er­ado pelo prof. Thomas Heye, o debate con­tou com os relatos do prof. Eurico de Lima Figueiredo (fun­dador, junto ao prof. René Drei­fuss, do NEST) e do prof. Eduardo Brick.

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Prof. Marcelo Gullo, aluna Ingrid Motta e o prof. Eurico de Lima Figueiredo
Logo após, o prof. Marcelo Gullo, da Uni­ver­si­dade de Lanús, pale­strou na con­fer­ên­cia Teo­ria das Relações Inter­na­cionais: a neces­si­dade de uma per­spec­tiva crítica desde a per­ife­ria sulamer­i­cana.
Simul­tane­a­mente, foi real­izada a reunião téc­nica com equipes de pesquisadores do Brasil e da Sué­cia que avaliaram pro­je­tos rela­ciona­dos a políti­cas públi­cas de Defesa Nacional.
Fechando a pro­gra­mação do dia 19, teve iní­cio o mini-​curso Ciên­cia Tec­nolo­gia, Ino­vação e Defesa (prof. William Mor­eira, EGN) e foram apre­sen­ta­dos os GTs Cibernética, Defesa e Relações Inter­na­cionais (prof. Mar­cio Rocha), Econo­mia Política das Relações Inter­na­cionais (prof. Fer­nando Roberto), Teo­ria Política (prof. Thomas Heye) e Política Externa Brasileira (prof. Adri­ano de Freixo).
Dia 20
A manhã do último dia do EBERI con­tou com os cinco mini-​cursos e com os GTs História Mil­i­tar (prof. Gabriel Pas­setti) e Segu­rança Inter­na­cional (prof. Gabriel Pas­setti). As ativi­dades tiveram prossegui­mento com a mesa redonda A Coop­er­ação Civil-​Militar no Desen­volvi­mento do Pen­sa­mento Estratégico Brasileiro. Mod­er­ada pelo prof. Eurico de Lima Figueiredo, o debate con­tou a par­tic­i­pação do almi­rante Álvaro Mon­teiro, do Cen­tro de Estu­dos Estratégi­cos da Escola de Guerra Naval, do gen­eral João César Zam­bão da Silva, da Escola Supe­rior de Guerra, do brigadeiro Tirre Freire, da Uni­ver­si­dade da Força Aérea e do gen­eral Sér­gio Almeida, da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

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Profs. Theoto­nio dos San­tos, Eurico de Lima Figueiredo e a aluna Luana Roque
O III EBERI encer­rou sua longa lista de ativi­dades com a con­fer­ên­cia Estu­dos Estratégi­cos e Segu­rança Inter­na­cional: questões atu­ais, min­istrada pelo prof. Theotônio dos San­tos Junior (UFF/​UERJ).

Cobertura do Simpósio Internacional Dois Séculos de Relações Internacionais

Postado por INEST em 19/maio/2016 - Sem Comentários

Ter­ceiro dia do Sim­pó­sio Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas

Texto: Raquel Araújo de Jesus; Fotos: Mar­i­ana Guimarães e Urias Fernandes

Na tarde desta terça-​feira, 18 de maio de 2016, ocor­reu o ter­ceiro e último dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional “Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas”, no auditório do “Bloco E” da Uni­ver­si­dade Fed­eral Fluminense.

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A primeira Mesa Redonda, sob a coor­de­nação do Prof. Dr. Eduardo Heleno (INEST-​UFF), abor­dou o tema “Forças Armadas e Sociedade no século XXI”. O Prof. Dr. Celso Cas­tro, do CPDOC da Fun­dação Getúlio Var­gas, tra­tou sobre “A Amazô­nia no pen­sa­mento dos Mil­itares Brasileiros”. Cas­tro falou sobre a cen­tral­i­dade da região no imag­inário do Exército Brasileiro, prin­ci­pal­mente a par­tir da década de 1990. O Prof. Dr. Paulo Cunha, da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista, abor­dou a temática “Mil­itares e a Sociedade na América Latina” e falou sobre tran­sição e democ­ra­cia no Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Na sequên­cia, o Prof. Dr. João Roberto Mar­tins Filho, da Uni­ver­si­dade Fed­eral de São Car­los, tra­tou sobre “As relações entre civis e mil­itares no Brasil” e a par­tic­i­pação dos mil­itares na política durante o período republicano.

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A segunda Mesa Redonda foi coor­de­nada pelo Prof. Dr. Vite­lio Mar­cos Brus­tolin (INEST-​UFF) e teve como tema “Mil­itares e a Defesa Inter­amer­i­cana no século XXI”. O Prof. Dr. Mar­cos José Bar­bi­eri Fer­reira, da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas, apre­sen­tou como temática a ser dis­cu­tida “A inserção da Base Indus­trial de Defesa Brasileira no con­texto inter­amer­i­cano no século XXI” abor­dando questões como gas­tos orça­men­tários em defesa na América e no mundo e pos­si­bil­i­dades de inte­gração inter­amer­i­cana em matéria de defesa. O Prof. Ms. Eduardo Oighen­stein Loureiro, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense, trouxe como tema “O Brasil e o processo de lid­er­ança regional: o poder nacional e a pro­jeção inter­na­cional no pro­grama KC-​390” anal­isando a relevân­cia do pro­jeto empreen­dido pela EMBRAER na pro­jeção inter­na­cional do Brasil. Pos­te­ri­or­mente, o Embaix­ador Addor Neto, à con­vite do Prof. Dr. Vite­lio Mar­cos Brus­tolin, fazendo menção ao provér­bio latino Si vis pacem, para bel­lum, falou sobre a importân­cia da temática de Defesa Nacional no mundo contemporâneo.

Para encer­rar as ativi­dades do Sim­pó­sio, o Prof. Dr. Gabriel Pas­setti (INEST-​UFF) agrade­ceu o apoio insti­tu­cional da CAPES, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense, do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos, da Fac­ul­dade de Econo­mia, do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos, e dos demais pro­fes­sores e estu­dantes na real­iza­ção do evento que teve como intu­ito não ape­nas cel­e­brar os duzen­tos anos de relações inter­amer­i­canas, como tam­bém apre­sen­tar difer­entes for­mas de se pen­sar esta mesma questão. Em seguida, o Prof. Dr. Emérito Eurico de Lima Figueiredo, Dire­tor do Insti­tuto, agrade­ceu ao Prof. Pas­setti pelo esforço empreen­dido na real­iza­ção do evento e dis­cur­sou sobre o com­pro­misso que a comu­nidade acadêmica tem com o país.

Segundo dia do Sim­pó­sio Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas

Pub­li­cado em Quarta, 18 Maio 2016 10:23Texto: Pedro Maués; Fotos: Mar­i­ana Guimarães e Urias Fernandes

O segundo dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas começou com a mesa “O Brasil e as Améri­cas”, sob a coor­de­nação do Prof. Dr. Gabriel Pas­setti. O Prof. Dr. Luís Cláu­dio Vil­lafañe Gomes San­tos, do Insti­tuto Histórico e Geográ­fico Brasileiro, apre­sen­tou a comu­ni­cação “A con­strução do con­ceito de América do Sul pela diplo­ma­cia brasileira”, na qual fez um panorama do que a diplo­ma­cia brasileira tem enten­dido por “América do Sul”, do século XIX aos dias atu­ais. Em seguida, o Prof. Dr. Fran­cisco Dora­tioto, da Uni­ver­si­dade de Brasília, dis­cor­reu sobre a evolução da política brasileira na região do Rio do Prata, do Primeiro Reinado até o iní­cio do período repub­li­cano, em “A política do Brasil para o Rio da Prata no século XIX”.

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Luis Cláu­dio Vil­lafañe Gomes San­tos, Gabriel Pas­setti e Fran­cisco Doratioto.

A segunda mesa do dia foi coor­de­nada pelo Prof. Dr. Adri­ano de Freixo, e teve como tema “Relações inter­amer­i­canas no século XX”. O Prof. Dr. Alexan­dre Fortes, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Rural do Rio de Janeiro, abriu a mesa com “A visão norte-​americana sobre a política tra­bal­hista brasileira durante a Segunda Guerra Mundial”, apre­sen­tando uma inves­ti­gação sobre a importân­cia estratég­ica do Brasil para os EUA na Segunda Guerra Mundial e seus efeitos na visão norteam­er­i­cana sobre a questão tra­bal­hista no Brasil. Na sequên­cia, Profa. Ms. Juliana Gagliardi de Araujo, da UFF, con­tribuiu com uma per­spec­tiva das Comu­ni­cações Soci­ais em “Imprensa em rede na América Latina: a Sociedade Inter­amer­i­cana de Imprensa e o Grupo de Diários América”, uma pesquisa sobre dois obje­tos pouco estu­da­dos, a Sociedade Inter­amer­i­cana de Imprensa (SIP), e o Grupo de Diários América (GDA), e seus papéis em deter­mi­na­dos pro­je­tos políti­cos de atores latino-​americanos e estadunidenses. Por fim, tive­mos a comu­ni­cação “Encon­tros e des­en­con­tros nas relações Brasil-​Argentina”, na qual a Profa. Dra. Miriam Gomes Saraiva, da Uni­ver­si­dade do Estado do Rio de Janeiro, nos apre­sen­tou uma visão panorâmica das relações entre Brasil e Argentina ao longo do século XX.

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Juliana Gagliardi, Adri­ano de Freixo, Alexan­dre Fortes e Miriam Gomes Saraiva

A jor­nada do Sim­pó­sio foi encer­rada com a con­fer­ên­cia “O Con­gresso do Panamá e os ensaios da união latino-​americana no século XIX”, do Prof. Dr. Ger­mán A. de la Reza, da Uni­ver­si­dad Autónoma Met­ro­pol­i­tana, no Méx­ico, na qual o pro­fes­sor fez uma análise histórica dos pro­je­tos de inte­gração entre os Esta­dos da América Latina a par­tir das independências.

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Ger­man de La Reza
O Sim­pó­sio, orga­ni­zado pelo Prof. Gabriel Pas­setti, conta com o apoio da Capes.

INEST orga­niza evento sobre os dois sécu­los de relações inter­amer­i­canas

Postado por INEST em 17/maio/2016 - Sem Comentários

Texto: Ricardo Freire; Fotos: Mar­i­ana Guimarães, Urias Fernandes

O Sim­pó­sio Inter­na­cional “Dois sécu­los de relações inter­amer­i­canas” teve iní­cio na tarde desta segunda-​feira, 16 de maio, no Auditório do Bloco “F” do Cam­pus do Gragoatá. O Prof. Dr. Thi­ago Rodrigues, Chefe do Depar­ta­mento de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais do INEST, rep­re­sen­tando o Prof. Dr. Emérito Eurico de Lima Figueiredo, Dire­tor do Insti­tuto, agrade­ceu a pre­sença de todos os con­fer­encis­tas e assis­tentes, bem como cumpri­men­tou o Prof. Dr. Gabriel Pas­setti pela ini­cia­tiva e orga­ni­za­ção do Simpósio.

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Em seguida, o Prof. Dr. Vágner Camilo Alves, Coor­de­nador do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos da Defesa e da Segu­rança do INEST, tam­bém elo­giou a ini­cia­tiva e desta­cou apoio do Pro­grama de Pós-​Graduação ao evento, em face de sua relevância.

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A Con­fer­ên­cia de Aber­tura do Sim­pó­sio foi pro­ferida pela Prof.ª Dr.ª Maria Ligia Coelho Prado, Emérita da Uni­ver­si­dade de São Paulo, que abor­dou o tema “Brasil e América Latina: prox­im­i­dades distantes”.

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Finda essa con­fer­ên­cia e sua sessão de debates, foi for­mada a primeira Mesa Redonda do evento, sob a coor­de­nação do Prof. Dr. Vágner Camilo Alves, que ver­sou sobre o papel do EUA nas relações inter­amer­i­canas. A Mesa con­tou a fala do Prof. Dr. Fer­nando Luiz Vale Cas­tro, da Uni­ver­si­dade Fed­eral do Rio de Janeiro, que tra­tou do “Pan-​americanismo: entre a teo­ria e prática (18901940)”. Na sequên­cia, a Prof.ª Dr.ª Cecilia Azevedo, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense, abor­dou a temática do “Movi­mento de Sol­i­dariedade à América Cen­tral nos anos 1980”. E, con­cluindo os tra­bal­hos, o Prof. Dr. Roberto Moll, do Insti­tuto Fed­eral Flu­mi­nense, dis­cur­sou sobre “Os Esta­dos Unidos e a América Latina no iní­cio do século XXI: con­tinuidades, rup­turas e perspectivas”.

Após uma série de debates e ques­tion­a­men­tos, o Coor­de­nador da Mesa, antes de dar por encer­ra­dos os tra­bal­hos da jor­nada, agrade­ceu a par­tic­i­pação de todos e con­cedeu aos palestrantes, como marco de gratidão e recon­hec­i­mento, um Cer­ti­fi­cado de Participação.

As Améri­cas são o tema de dois grandes encon­tros no INEST

Postado por INEST em 29/abr/2016 - Sem Comentários

No mês de Maio serão real­iza­dos dois impor­tantes even­tos no Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense: o Sim­pó­sio Inter­na­cional Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas e o VII Encon­tro Latino-​americano de Dire­ito Sociedade e Cul­tura (ELADISC).

O Sim­pó­sio Inter­na­cional, coor­de­nado pelo pro­fes­sor Gabriel Pas­setti, reune pesquisadores em diver­sas temáti­cas, per­fazendo grande painel das relações entre os países do con­ti­nente nos últi­mos 200 anos. O evento será real­izado no auditório do bloco F, entre os dias 16 e 18 de maio.

No dias 19 e 20, o Insti­tuto recebe o VII ELADISC. Coor­de­nado pelos pro­fes­sores Elian Araujo, Eurico de Lima Figueiredo, Fer­nando Roberto Almeida, Eduardo Scheidt, Eduardo Devés e Sér­gio Sant’Anna, o encon­tro visa fomen­tar a aprox­i­mação e o inter­câm­bio entre profis­sion­ais e acadêmi­cos da região.

Detal­hes sobre a pro­gra­mação e sobre as inscrições podem ser vis­tos no site www​.even​tos​doinest​.org

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INEST e King´s Col­lege de Lon­dres for­mal­izam entendi­mento

Postado por INEST em 16/mar/2016 - Sem Comentários

Na última quinta-​feira, 10 de março, o Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos e o King´s Col­lege de Lon­dres for­malizaram o mem­o­rando de entendi­mento entre as duas insti­tu­ições de ensino. Trata-​se de impor­tante passo para a for­mação de pro­gra­mas de inter­câm­bio que poderão ser ofer­e­ci­dos a dis­centes e docentes.

Por parte do King´s Col­lege, a reunião con­tou com a pre­sença dos pro­fes­sores Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho, do Brazil Insti­tute, e Kieran Mit­ton, do depar­ta­mento de Estu­dos sobre a Guerra. Após terem visto uma breve apre­sen­tação sobre o INEST, os vis­i­tantes comen­taram sobre as ativi­dades real­izadas pela insti­tu­ição britânica.

Entre os docentes do INEST, além do dire­tor, pro­fes­sor emérito Eurico de Lima Figueiredo, estavam pre­sentes os pro­fes­sores Eduardo Heleno, Fer­nando Roberto de Fre­tas Almeida, Luiz Pedone, Miguel Dhenin, Thi­ago Rodrigues, Vagner Camilo Alves e Vic­tor Chaves Gomes. Par­tic­i­param tam­bém alunos da pós grad­u­ação em Estu­dos Estratégi­cos e da grad­u­ação em Relações Internacionais.

Frank McCann visita o PPGEST

Postado por INEST em 19/out/2015 - Sem Comentários

O his­to­ri­ador Frank D. McCann, pro­fes­sor emérito da Uni­ver­si­dade de New Hamp­shire, irá vis­i­tar nessa quarta feira, 19 de junho, o Pro­grama de Pós Grad­u­ação em Estu­dos Estratégi­cos, da Defesa e da Segu­rança (PPGEST).

Con­hecido por seus estu­dos sobre o Brasil e a América Latina, McCann é autor dos livros Sol­da­dos da Pátria: História do Exército Brasileiro 18891937, Aliança Brasil Esta­dos Unidos 1937/​1945, A nação armada — Ensaios sobre a história do Exército brasileiro, entre out­ros obras.

Inest real­iza EBERI II

Postado por INEST em 12/out/2015 - Sem Comentários

Por Gilson Car­valho. Fotos: Mar­i­ana Guimarães

O II Encon­tro Brasileiros de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais, EBERI II, real­izado de 5 a 8 de out­ubro pelo Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense (INEST/​UFF), em Niterói, RJ, reuniu pesquisadores, pro­fes­sores e estu­dantes no cam­pus do Gragoatá, para debater questões rela­cionadas aos estu­dos estratégi­cos, defesa e segu­rança internacional.

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Prof. Már­cio Rocha

Na aber­tura, o pro­fes­sor Már­cio Rocha, coor­de­nador do evento, ressaltou a grande difi­cul­dade que foi organizá-​lo em meio à crise que o país atrav­essa, com uma longa greve da comu­nidade uni­ver­sitária e o corte de ver­bas, e agrade­ceu a colab­o­ração da direção do INEST, na figura do seu dire­tor, pro­fes­sor Eurico de Lima Figueiredo e da comis­são orga­ni­zadora, além de dar boas-​vindas a todos os presentes.

Falaram ainda o pro­fes­sor Fer­nando Almeida, rep­re­sen­tando a grad­u­ação, que ressaltou a importân­cia do encon­tro para a sociedade brasileira, e o pro­fes­sor Luís Pedone, pela pós-​graduação, que fez um breve históri­cos dos estu­dos estratégi­cos e da defesa no Brasil.

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Prof. Fer­nando Almeida e Prof. Luiz Pedone

As con­fer­ên­cias inau­gu­rais ficaram a cargo do Embaix­ador Samuel Pin­heiro Guimarães, que falou sobre Relações Inter­na­cionais: desafios e per­spec­ti­vas, dos pesquisadores Brand Are­nari e Edson Bened­ito da Silva, do Insti­tuto de Pesquisas Econômi­cas Apli­cadas, que falaram sobre A con­tribuição do IPEA para o estudo e o apri­mora­mento de Políti­cas Públi­cas na área de Defesa Nacional: 20102015.

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Embaix­ador Samuel Pin­heiro Guimarães, prof. vis­i­tante do INEST, e aluna Ingrid Erthal

Ao longo da sem­ana, foram real­izadas cinco mesas-​redondas, onze gru­pos de tra­bal­hos, qua­tro mini-​cursos e onze apre­sen­tação de pôsteres, com a par­tic­i­pação de dezenas de estu­dantes e pesquisadores de diver­sas regiões do Brasil e do exterior.

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No último dia, 8 de out­ubro, houve duas con­fer­ên­cias: Análi­sis del escenário internacional: una refléx­ion en la búsqueda de la direc­ción de los acon­tec­imien­tos, pro­ferida pelo pro­fes­sor Marcelo Gullo, da Uni­ver­si­dade de Lanús e da Escola de Supe­rior de Guerra Argentina, e Estu­dos Estratégi­cos e Defesa: questões atu­ais, pelo pro­fes­sor Wan­der­ley Mes­sias, da Uni­ver­si­dade de São Paulo (USP). Para encer­rar, o coor­de­nador do EBERI II, pro­fes­sor Már­cio Rocha con­vi­dou todos para a ter­ceira edição do evento, em 2016, e o dire­tor do INEST, pro­fes­sor Eurico de Lima Figueiredo, agrade­ceu a orga­ni­za­ção e a pre­sença dos participantes.

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Dire­tor da OPAQ dá palestra sobre a con­venção de armas quími­cas

Postado por INEST em 26/ago/2015 - Sem Comentários

Texto e imagem: Gíl­son Carvalho

O dire­tor da Orga­ni­za­ção Mundial para Pre­venção de Armas Quími­cas (OPAQ), Mark Albon, apre­sen­tou na última segunda-​feira, 24 de agosto, no cam­pus do Gragoatá, uma palestra sobre “A con­venção de armas quími­cas e a OPAQ”. O evento foi orga­ni­zado pelo Núcleo de Estu­dos Estratégi­cos Avança­dos (NEA), do INEST-​UFF, através dos pro­fes­sores Eduardo Brick e Már­cio Rocha, e atraiu estu­dantes da grad­u­ação em Relações Inter­na­cionais e do mestrado em Estu­dos Estratégi­cos da UFF.

Albon expli­cou que a OPAQ é uma orga­ni­za­ção inter­na­cional inde­pen­dente cri­ada em 1997, mas que faz um tra­balho de coop­er­ação com a Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), com o obje­tivo de elim­i­nar armas de destru­ição de massa, tra­bal­har para con­vencer países que ainda não aderi­ram à Con­venção, mon­i­torar indús­trias quími­cas para reduzir o risco de que pro­du­tos quími­cos sejam usa­dos inapro­pri­ada­mente, prover assistên­cia e pro­teção aos países-​membros em caso de ataque ou ameaça por armas nucleares, e pro­mover a coop­er­ação inter­na­cional para o uso pací­fico de pro­du­tos quími­cos. No momento, 191 países são mem­bros da OPAQ. O último a se unir foi Mian­mar. Ape­nas cinco mem­bros da ONU não assi­naram a adesão: Angola, Coréia do Norte, Egito, Israel e Sudão do Sul. O primeiro diretor-​geral da OPAQ foi o embaix­ador brasileiro José Mau­rí­cio Bus­tani, que con­duziu a enti­dade até 2002.

Mark Albon expli­cou que a ideia de se esta­b­ele­cer um mecan­ismo de con­t­role de armas quími­cas começou no fim do século XIX, em Haia, na Holanda, que sediou duas rodadas de nego­ci­ação, em 1899 e 1907. O trauma da Primeira Guerra levou ao Pro­to­colo de Gene­bra, de 1925, que proibiu o uso de arse­nal químico no campo de batalha. O acordo assi­nado naquele ano serviu de base para a Con­venção sobre Armas Quími­cas, em vigor hoje, e admin­istrada pela OPAQ.

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A última denún­cia de uso de armas quími­cas ocor­reu em 2013, na Síria, que na época não fazia parte da OPAQ. Após inspeções que com­pro­vou a uti­liza­ção de gás sarin na guerra civil naquele país, uma enorme pressão inter­na­cional fez com que Dam­asco aderisse à orga­ni­za­ção, que pro­moveu, com auxílio de uma força inter­na­cional que incluiu Itália e Esta­dos Unidos, a elim­i­nação total do agente químico assim como das insta­lações usadas para sua fab­ri­cação e estocagem. Em 11 de out­ubro daquele ano, o Comitê Norueguês do prêmio Nobel anun­ciou que a OPAQ tinha sido agra­ci­ada com o Prêmio Nobel da Paz para „extenso tra­balho para elim­i­nar as armas químicas”.

Aloy­sio Vas­con­cel­los, da Brazil Inter­na­tional Foun­da­tion, min­is­tra palestra no INEST

Postado por INEST em 26/ago/2015 - Sem Comentários

No dia 20 de agosto, o Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos rece­beu a visita de Aloy­sio Vas­con­cel­los, pres­i­dente da Brazil Inter­na­tional Foun­da­tion. Ele min­istrou palestra que teve como tema Os Pro­je­tos de Inte­gração: o Brasil Con­ti­nen­tal e o Brasil Inter­na­cional.

Com vasta exper­iên­cia no exte­rior, Vas­con­cel­los mostrou ao público pre­sente, for­mado por pro­fes­sores e pesquisadores do Insti­tuto, um rico per­fil da comu­nidade brasileira que vive fora do país, em espe­cial, no Estado da Flórida, nos Esta­dos Unidos. Ressaltou semel­hanças e difer­enças entre essas comu­nidades e a pop­u­lação res­i­dente no Brasil, salien­tando poten­cial­i­dades para ambas.
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No primeiro plano, pro­fes­sores e pesquisadores do INEST, ao fundo, o pro­fes­sor Eurico de Lima Figueiredo e Aloy­sio Vasconcellos.

Advo­gado, mem­bro da Ordem dos Advo­gado do Brasil e da Ordem dos Advo­ga­dos da América Latina, Vas­con­cel­los é doutor em Comér­cio Inter­na­cional pela Uni­ver­si­dade de Paris-​Sorbonne. Ele exerceu vários car­gos de chefia em sua car­reira, como a vice-​presidência do Citibank Brasil, a presidên­cia da Câmara de Comér­cio Brasil – Esta­dos Unidos, em Miami, e a presidên­cia da Câmara de Comér­cio Esta­dos Unidos – Por­tu­gal, em Nova Iorque, exerceu con­sul­to­ria ao Cen­tro de Análises de Sis­temas Navais (CAS­NAV), entre out­ras atividades.

Simpósio Internacional O Brasil na Segunda Guerra

Postado por INEST em 26/ago/2015 - Sem Comentários

Sim­pó­sio Inter­na­cional é encer­rado com duas con­fer­ên­cias sobre o mundo no pós guerra

Pub­li­cado em Sábado, 22 Agosto 2015 19:12Por Gilson Carvalho

A última ativi­dade do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, real­izada nessa sexta, 21 de agosto, foi a mesa de encer­ra­mento que teve o tema O mundo pós-​guerra, com a par­tic­i­pação dos pro­fes­sores Williams Gonçalves, da Uni­ver­si­dade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Eurico de Lima Figueiredo, dire­tor do INEST. O pro­fes­sor Vagner Camilo Alves atuou como moderador.

Williams Gonçalves lem­brou que a Segunda Guerra Mundial rep­re­sen­tou uma mudança rad­i­cal no sis­tema inter­na­cional de poder, com ascen­são dos Esta­dos Unidos e da União Soviética, resul­tado direto do con­flito bélico, e que levou, a par­tir de 1947, ao surg­i­mento de dois blo­cos, con­fig­u­rando a chamada Guerra Fria. Out­ras con­se­qüên­cias foram o surg­i­mento de uma nova ordem inter­na­cional, tanto do ponto de vista político, com a cri­ação da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), quanto do econômico, com a real­iza­ção das con­fer­ên­cias de Bret­ton Woods e o surg­i­mento, em 1947, do Acordo Geral de Tar­i­fas e Com­er­cio (GATT, na sigla em inglês), que evoluiria para Orga­ni­za­ção Mundial do Comér­cio (OMC) em 1986. Gonçalves ressaltou que vive­mos um momento de tran­sição, com uma nova ordem mundial sendo con­sti­tuída a par­tir do surg­i­mento de novos blo­cos econômi­cos como os Brics, for­mado por Brasil, Rús­sia, Índia, China e África do Sul.

Como con­fer­encista, o pro­fes­sor emérito Eurico de Lima Figueiredo, dire­tor do INEST, desen­volveu a apre­sen­tação de encer­ra­mento guiando seu raciocínio em qua­tro proposições: a indis­pens­abil­i­dade da com­preen­são do fim da segunda guerra mundial para enten­der o mundo atual, a reflexão sobre a bipo­lar­i­dade ide­ológ­ica vigente até 1991, as con­se­quên­cias do fim do con­flito e da polar­iza­ção ide­ológ­ica para a América Latina e o Brasil e, por fim, como a Segunda Guerra pode aju­dar a com­preen­der as inter­ações entre os Estu­dos Estratégi­cos e as Relações Internacionais.

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Gabriel Pas­setti, Eurico de Lima Figueiredo, Vagner Camilo Alves e Williams Gonçalves — foto: Mar­i­ana Guimarães

A con­fer­ên­cia de encer­ra­mento foi medi­ada pelo pro­fes­sor Vágner Camilo, que dividiu com o prof. Gabriel Pas­setti, a coor­de­nação do evento.

Bal­anço final

Ao fazer um bal­anço final, o pro­fes­sor Gabriel Pas­setti, declarou estar ple­na­mente sat­is­feito com o resultado:

– Após um ano de tra­balho, tudo saiu como esperá­va­mos, com dis­cussões de alto nível sobre a Segunda Guerra Mundial, a par­tir de uma per­spec­tiva brasileira. Foram sete mesas, qua­tro espe­cial­is­tas estrangeiros, vários brasileiros, mostra de filmes, com par­tic­i­pação de dire­tores e pro­du­tores. Eu não pode­ria estar mais feliz.

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Pro­fes­sores e alunos que par­tic­i­param da orga­ni­za­ção do Sim­pó­sio Inter­na­cional — Foto: Lean­dro Ortolan

Pas­setti agrade­ceu a ded­i­cação de toda a comis­são orga­ni­zadora, que con­tou com a par­tic­i­pação de vários docentes e alunos de pós-​graduação do INEST, as agên­cias de finan­cia­mento e, prin­ci­pal­mente os mon­i­tores, alunos de grad­u­ação em Relações Inter­na­cionais, que tra­bal­haram durante toda a sem­ana e aju­daram a con­struir o êxito do Simpósio.

Aspec­tos econômi­cos são tema no último dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra

Pub­li­cado em Sábado, 22 Agosto 2015 19:06Por Gilson Carvalho

O último dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra teve a mesa-​redonda com­posta pelos pesquisadores Luiz Car­los Delorme Prado, da Uni­ver­si­dade Fed­eral do Rio de Janeiro (UFRJ), Fran­cisco Luis Corsi, da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista (UNESP) e Hélio de Lena Junior, do Cen­tro Uni­ver­sitário de Volta Redonda, que dis­cor­reram sobre o tema “Aspec­tos econômi­cos”. A mod­er­ação coube ao pro­fes­sor Fer­nando Roberto de Fre­itas Almeida, do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST).

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Luiz Car­los Delorme Prado, Fer­nando Roberto de Fre­itas Almeida e Fran­cisco Corsi — foto: Mar­i­ana Guimarães

A mesa foi aberta por Luiz Car­los Prado, falou sobre as con­se­qüên­cias econômi­cas da Segunda Guerra mundial no Brasil e na América do Sul, enfa­ti­zando as difer­entes posições tomadas pelos brasileiros e argenti­nos, prin­ci­pais países do con­ti­nente, e como os acor­dos de Bret­ton Woods, acer­ta­dos em julho de 1944 naquela local­i­dade, nos Esta­dos Unidos, con­sol­i­daram a hege­mo­nia norte-​americana no pós-​guerra.

A seguir, Fran­cisco Corsi expli­cou como o período entre guer­ras rep­re­sen­tou uma opor­tu­nidade para o desen­volvi­mento das nações per­iféri­cas, a par­tir da desar­tic­u­lação das econo­mia mundial, e como a neces­si­dade de finan­cia­mento para a con­strução de um par­que indus­trial obrigou o Brasil de Getúlio Var­gas a alinhar-​se com os Esta­dos Unidos, em detri­mento da Ale­manha, com quem fler­tara, per­mitindo a cri­ação da Com­pan­hia Siderúr­gica Nacional, em Volta Redonda — RJ, marco ini­cial da indus­tri­al­iza­ção brasileira.

Por fim, Hélio de Lena Junior, demon­strou como o pro­jeto de nação pro­posto por Getúlio Var­gas bus­cava con­cil­iar a ideia de um “homem novo” e um desen­volvi­men­tismo autoritário, posto em prática a par­tir de 1944, com a insta­lação de uma “company-​town”, surgida ao redor da CSN no vale do rio Paraíba do Sul, naquela que viria a ser a cidade de Volta Redonda.

His­to­ri­ografia e Política Externa são temas do quarto dia
do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra

Por Andrés Peñaloza Lanza e Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal do INEST

O quarto dia, 20 de Agosto, do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra Mundial, foi con­sti­tuído por duas mesas. A primeira abor­dou nova­mente a política externa brasileira durante a Segunda Guerra e foi medi­ada pelo pro­fes­sor do INEST Renato Petroc­chi e com­posta pelos palestrantes Rebecca Her­man (Uni­ver­si­dade da Cal­ifór­nia, em Berke­ley), Delmo Arguel­hes (UniEURO, de Brasília) e Érica Mon­teiro (UFRJ).
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Renato Petroc­chi, Rebecca Her­man, Erica Mon­teiro e Delmo Arguel­hes. Foto: Mar­i­ana Guimarães

A pro­fes­sora Rebecca Her­man abor­dou o processo de con­strução de bases mil­itares e pis­tas de pouso na América Latina, dando ênfase na coop­er­ação entre empre­sas de avi­ação norte-​americanas e o gov­erno dos Esta­dos Unidos no esforço de guerra. Ressaltou alguns casos especí­fi­cos, ocor­ri­dos no Brasil, em que o dis­curso do gov­erno estadunidense, voltado à coop­tação de ali­a­dos, divergiu da política real­izada por empre­sas amer­i­canas, em espe­cial no que tange ao respeito aos dire­itos tra­bal­his­tas. Procurou demon­strar a ten­são entre a colab­o­ração inter­na­cional e a sobera­nia nacional, e como no caso do Brasil, a sua política externa afe­tou dire­ta­mente a polit­ica domés­tica. “Existe um padrão de res­olução de con­fli­tos onde os lid­eres sus­ten­tam a sobera­nia nacional mas no processo de nego­ci­ação se mostram dis­pos­tos a diminuir a sobera­nia nacional”, rela­tou Rebecca.

Seguindo o crono­grama, tomou a palavra o pro­fes­sor Delmo Arguel­hes, com o tema era A Con­fer­en­cia dos chancel­eres amer­i­canos no Rio de Janeiro (1942): o ponto de inflexão da política externa getulista. Arguel­hes expli­cou como a intenção da entrada no Brasil na guerra foi definida com a Con­fer­en­cia Panamer­i­cana, quando foram feitos acor­dos de sol­i­dariedade e defesa no con­ti­nente, lid­er­a­dos pelos Esta­dos Unidos. O resul­tado da con­fer­en­cia de chancel­eres foi uma recomen­dação de rompi­mento das relações com o Eixo, ante­ci­pando a pre­dom­inân­cia dos Esta­dos Unidos na América Latina.

Por fim, a pro­fes­sora Mon­teiro expôs uma análise da relação entre o Estado e a ini­cia­tiva pri­vada no esforço da guerra, com a pesquisa inti­t­u­lada Em tem­pos de guerra lucrar é pre­ciso: ini­cia­tiva pri­vada e relações inter­amer­i­canas durante a II Guerra Mundial. O tema da pesquisa surgiu após a obser­vação de sím­bo­los e slo­gans pre­sentes nas pro­pa­gan­das de guerra que exal­tavam a democ­ra­cia lib­eral e estereoti­pada os inimi­gos. Ao afi­nal, apre­sen­tou um vídeo inti­t­u­lado A guerra como slo­gan com mate­r­ial pub­li­cado no Brasil com ini­cia­tiva pri­vada americana.

Prosseguindo a pro­gra­mação do quarto dia, o pro­fes­sor do INEST Vágner Camilo tomou a palavra e chamou os palestrantes Fran­cisco César Fer­raz (UEL), João Rafael Moraes (IESP-​UERJ) e Den­ni­son de Oliveira (UFPR) para dar iní­cio a mesa Novas leituras e novas fontes sobre a Segunda Guerra Mundial.

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Fran­cisco Fer­raz — foto: Mar­i­ana Guimarães

O pro­fes­sor Fer­raz apre­sen­tou uma serie de con­sid­er­ações his­to­ri­ografi­cas sobre a pro­dução bib­li­ografica acerca da par­tic­i­pação brasileira na guerra. Ele mostrou o lev­an­ta­mento dos títu­los que tratavam da FEB e con­sta­tou que o tema pos­sui pesquisas con­sis­tentes, muitas vezes ainda igno­radas. Tam­bém obser­vou uma tendên­cia a pub­li­cações de arti­gos com temas como a entrada do Brasil na guerra, a relação entre Brasil e EUA, cotid­i­ano e region­al­ismo, rein­te­gração e pós-​guerra e estu­dos culturais.

A seguir, o pro­fes­sor João Rafael abor­dou o tema A reflexão da int­elec­tul­i­dade mil­i­tar brasileira sobre a Blitzkieg n’A Defesa Nacional. Em sua exposição, con­trapôs a influên­cia francesa e alemã no sis­tema de ensino e instrução. Afir­mou que a der­rota da França em 1940 pela nova estraté­gia ráp­ida e total alemã levan­tou questões sobre a val­i­dade da dout­rina mil­i­tar francesa que foi emu­lada por duas décadas. Con­sta­tou a grande dependên­cia brasileira, na época, em matéria de dout­rina militar.

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João Rafael Gual­berto Morais — foto: Mar­i­ana Guimarães

Para finalizar, o pro­fes­sor de Oliveira apre­sen­tou a tese de seu novo livro Aliança Brasil-​EUA: nova história do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Tomando como objeto de análise a doc­u­men­tação da Comis­são Mista de Defesa Brasil-​Estados Unidos em Wash­ing­ton e no Rio de Janeiro. Ressaltou a importân­cia do acervo doc­u­men­tal que teve acesso no Arquivo Nacional de Mary­land para as descober­tas de novos aspec­tos da história da par­tic­i­pação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

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Den­ni­son Oliveira — foto: Mar­i­ana Guimarães

Senta a Pua conta a história da avi­ação de caça brasileira na Segunda Guerra

Pub­li­cado em Sábado, 22 Agosto 2015 09:45A ter­ceira sessão do Diplo­macine, den­tro do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, trouxe Már­cio Bokel, mon­ta­dor e roteirista do filme Senta a Pua, doc­u­men­tário que aborda o papel do primeiro grupo de avi­ação de caça, que atuou na Força Expe­di­cionária Brasileira, no teatro de oper­ações italiano.

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Prof. Petrochi e Már­cio Bokel — foto: Mar­i­ana Guimarães

Bokel con­tou em detal­hes os relatos dados por pilo­tos do grupo de caça. Ele mostrou aos pre­sentes cer­tas car­ac­terís­ti­cas do dia a dia daque­les avi­adores durante o con­flito, não somente no que se ref­ere às suas téc­ni­cas e às aeron­aves uti­lizadas, mas em espe­cial ao fator humano, suas apreen­sões, o con­vívio, as per­das e as memórias.

Bokel tam­bém rev­elou por­menores téc­ni­cos pre­ciosos em relação à escolha das ima­gens históri­cas que com­puseram a obra, como os vídeos feitos a par­tir de câmeras insta­l­adas nos aviões, recu­per­adas em bases brasileiras e nos Arquivo Nacional dos Esta­dos Unidos, e fotografias raras obti­das ao longo da pro­dução do documentário.

A obra gan­hou os prêmios de mel­hor filme e mon­tagem no fes­ti­val de Cin­ema de Natal e de mel­hor filme no fes­ti­val da Amazô­nia. As sessão foi mod­er­ada pelos pro­fes­sores Renato Petroc­chi e Vágner Camilo Alves.

Ter­ceiro dia trata de política externa brasileira

Pub­li­cado em Quarta, 19 Agosto 2015 21:30Por Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal INEST

O Sim­pó­sio Inter­na­cional: O Brasil na Segunda Guerra con­tou nesta quarta-​feira, 19 de agosto, com a mesa Política Externa Brasileira. Mod­er­ada pelo pro­fes­sor Eduardo Heleno, a mesa con­tou com a par­tic­i­pação dos palestrantes Fábio Koif­man, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Alexan­dre Luis Moreli Rocha Fun­dação Getúlio Var­gas (FGV-​CPDOC) e João Bap­tista de Abreu Júnior , da UFF.
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João Bap­tista de Abreu Júnior, Alexan­dre Moreli, Eduardo Heleno e Fábio Koif­man — foto: Mar­i­ana Guimarães

O pro­fes­sor Fábio Koif­man tra­tou do tema Política imi­gratória brasileira e a Segunda Guerra Mundial, con­tex­tu­al­izando desde as políti­cas de bran­quea­mento pro­movi­das pelo Estado Novo, até as restrições migratórias impostas pela entrada do Brasil na guerra. Koif­man chamou atenção ao fato da emis­são e con­t­role do visto ter pas­sado do Min­istério das Relações Exte­ri­ores para o Min­istério da Justiça após o iní­cio do con­flito e o con­se­quente aumento do número de refugiados.

A seguir, tomou a palavra o pesquisador Alexan­dre Moreli que abor­dou sobre a importân­cia estratég­ica do espaço Atlân­tico na Segunda Guerra Mundial e a neces­si­dade de se enten­der o con­flito de inter­esses exis­tente nesta região. Ele ressaltou a relação entre Por­tu­gal, Grã-​Bretanha, Esta­dos Unidos e Brasil para a pro­teção do mar inte­rior e das ilhas por­tugue­sas que gerou uma coop­er­ação com­pet­i­tiva, prin­ci­pal­mente entre os britâni­cos e americanos.

O palestrante João Bap­tista trouxe para o debate o papel do rádio e da pro­pa­ganda na guerra psi­cológ­ica. Com o título O rádio, a Segunda Guerra Mundial e a batalha sonora do Brasil deu ênfase às trans­mis­sões feitas tanto pelos Ali­a­dos como pelo Eixo no ter­ritório brasileiro, tendo como obje­tivo o esforço de guerra. Trouxe um áudio para exem­pli­ficar como era feita a difusão de infor­mações na rádio no período de conflito.

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Vágner Camilo Alves, foto de Mar­i­ana Guimarães

Após o tér­mino da mesa da tarde, acon­te­ceu a última ativi­dade do dia, a Con­fer­ên­cia Uma análise estru­tural sobre o envolvi­mento brasileiro na Segunda Guerra Mundial, min­istrada pelo Coor­de­nador do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estrtégi­cos (PPGEST) pro­fes­sor Vagner Camilo. O pesquisador afir­mou que „Nada mais falso do que a visão de Getulio Var­gas ter escol­hido o lado que iria colab­o­rar na guerra”, enfa­ti­zando a neces­si­dade de se anal­isar como o sis­tema inter­na­cional trouxe o Brasil para den­tro do conflito.

“Estrada 47″ presta trib­uto aos prac­in­has brasileiros

Por Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal INEST

Na manhã de quarta-​feira, 19 de agosto, teve iní­cio a pro­gra­mação do ter­ceiro dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional: „O Brasil na Segunda Guerra” com a exibição do filme de ficção “A Estrada 47” pelo Diplo­macine, cineclube do curso de Relações Inter­na­cionais da UFF. A sessão con­tou com a par­tic­i­pação do dire­tor do filme, Vicente Fer­raz, para um debate.

O filme „A Estrada 47″ foi pro­duzido em 2014 e estreou em 2015, já fat­u­rando o prêmio de mel­hor filme no Fes­ti­val de Gra­mado. A trama narra a história de sol­da­dos brasileiros da FEB no front ital­iano que se perderam de seus pos­tos na mon­tanha após uma explosão e pas­sam a ser vis­tos como pos­síveis deser­tores. Para mudar esse quadro, eles deci­dem diz­imar a famosa estrada 47. Mais que isso, trata dos temores e medos dos prac­in­has que foram à guerra desprepara­dos, rela­tando suas vivên­cias, muitas vezes de pânico, e a neces­si­dade de serem vis­tos como heróis por suas famílias.
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O dire­tor Vicente Fer­raz e o pro­fes­sor Gabriel Pas­setti — foto: Mar­i­ana Guimarães

O dire­tor Fer­raz afirma que por ter sido da ger­ação do final da ditadura civil-​militar, não tinha inter­esse em abor­dar o exército. Con­tudo, com o tempo, reviu a exper­iên­cia e pas­sou a ver a atu­ação da FEB na Segunda Guerra Mundial como um exército que lutava pela democ­ra­cia, con­tra as forças fascis­tas.

É impor­tante ressaltar que o episó­dio da Estrada 47 não exis­tiu na real­i­dade, foi uma história cri­ada para refle­tir sobre o papel da FEB e da guerra. O con­tato com os ex-​combatentes e com a comu­nidade ital­iana, além das car­tas dos jovens sol­da­dos da FEB foram fun­da­men­tais para a human­iza­ção do filme. „Este filme é um trib­uto aos jovens brasileiros que arriscaram suas vidas pela democ­ra­cia e pela república”, relata Vicente.

Segundo dia tem mesa-​redonda, con­fer­ên­cia e lança­mento de livro

Pub­li­cado em Terça, 18 Agosto 2015 20:31Por Andres Peñaloza e Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal do INEST

Dando con­tinuidade à pro­gra­mação de terça-​feira, 18 de Agosto, do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, o pro­fes­sor Adri­ano de Freixo abriu a segunda mesa do evento, Movi­men­tos Soci­ais e Políti­cos. O debate con­tou com a par­tic­i­pação de Alexan­dre Fortes, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Rural do Rio de Janeiro, (UFRRJ), Fran­cisco Car­los Palo­manes Mar­t­inho da Uni­ver­si­dade de São Paulo,(USP) e Luís Edmundo de Souza Moraes, tam­bém da UFRRJ.

O pro­fes­sor Fortes ini­ciou sua fala mostrando como a guerra afeta as relações soci­ais num país, tratando do caso especí­fico do Brasil. No país, ocor­reram inten­sos soci­ais anti-​Eixo entre os anos de 42 e 45 que esta­b­ele­ce­ram condições para uma rup­tura nas relações e a pos­si­bil­i­dade da con­sol­i­dadão de pro­je­tos reformis­tas. A for­mação da classe tra­bal­hadora foi acel­er­ada pela guerra por mais que os cam­pos de batalha estivessem dis­tantes da real­i­dade brasileira.

O pro­fes­sor Fran­cisco Car­los Palo­manes ini­cial­mente abor­daria o tema da crise e con­tinuidade do Salazarismo na Segunda Guerra, porém, tomou a liber­dade de focar em como a Segunda Guerra influ­en­ciou o processo de des­col­o­niza­ção por­tuguesa, ainda no gov­erno de Salazar.

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Fran­cisco Car­los Palo­manes Filho, Luiz Edmundo de Souza Moraes, Adri­ano de Freixo e Alexan­dre Fortes, foto: Mar­i­ana Guimarães

Por último, o pro­fes­sor Moraes apre­sen­tou o tema O Par­tido Nazista no Brasil, as colô­nias alemãs e o Estado Brasileiro especi­f­i­cando como o par­tido nazista real­mente fun­cionava no Brasil, desmisti­f­i­cando a teo­ria da quinta col­una. Segundo o pesquisador, o par­tido nazista se con­sti­tuiu de forma descen­tral­izada, não nec­es­sari­a­mente den­tro das colo­nias alemães, como afir­mava o artigo „Nazis­tas no exte­rior” pub­li­cado no New York Times naquela época. Ape­sar dos dados empíri­cos, o mito da quinta col­una ainda é forte, relata Luís Edmundo.

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António Duarte — foto: Mar­i­ana Guimarães

Apos o encer­ra­mento da mesa, o pro­fes­sor por­tuguês António Paulo David Silva Duarte, do Insti­tuto de História da Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa, pro­feriu uma con­fer­ên­cia inti­t­u­lada Por­tu­gal na Segunda Guerra Mundial: da Neu­tral­i­dade a Co-​beligerância. Duarte focou sua apre­sen­tação na geopolítica de Por­tu­gal na Segunda Guerra e como a Grã-​Bretanha afe­tou sua estraté­gia. Alem disso, ressaltou a neu­tral­i­dade do pais ibérico em suas diver­sas eta­pas, visando man­ter o sta­tus quo da penín­sula, man­tendo a Espanha como ali­ada para evi­tar relações com o Eixo.

João Barone recu­pera memória em “Cam­in­hos de Heróis”

Pub­li­cado em Terça, 18 Agosto 2015 20:00Por Manuela Melani e Andres Peñaloza, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal INEST
No segundo dia do sim­pó­sio „O Brasil na Segunda Guerra”, na terça-​feira de manhã, 18 de agosto, foi apre­sen­tado o filme „Cam­inho dos heróis”, do dire­tor e músico João Barone (bater­ista dos Par­ala­mas do Sucesso), que tam­bém esteve pre­sente para a apre­sen­tação e debate após a sessão.

O doc­u­men­tário, pro­duzido pelo His­tory Chan­nel, mostra a viagem da equipe de Barone pela Itália, seguindo o cam­inho feito pela batal­hão de sol­da­dos da FEB, desde a entrada do Brasil na guerra, em agosto de 1942. Dirigindo répli­cas dos mes­mos car­ros de guerra que os prac­in­has usaram naquela época (incluindo o avô de Barone), a equipe passa por todas as cidades per­cor­ri­das pela mis­são brasileira, vis­i­tando os mon­u­men­tos, memórias e ex– com­bat­entes ital­ianos e brasileiros, recol­hendo teste­munhos das con­quis­tas e der­ro­tas da FEB.

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O músico e dire­tor João Barone, entu­si­asta e pesquisador sobre a FEB, ao lado dos alunos do INEST

Além da pas­sagem do batal­hão e o recol­hi­mento dos fatos históri­cos, é mar­cante a pre­sença e her­ança brasileira em ter­ras ital­ianas, sobre­tudo nas peque­nas comu­nidades, onde a guerra não foi ape­nas um motivo de coop­er­ação bélica, mas tam­bém de con­vívio diários, e que feliz­mente tiveram um resul­tado muito pos­i­tivo, em ambos os lados. É notável a ação dos sol­da­dos brasileiros em com­para­ção com os anglo-​saxões, pois aque­les são lem­bra­dos pela sua sen­si­bil­i­dade e prox­im­i­dade com os povos das cidades por onde pas­savam, dividindo ali­men­tos e remé­dios. Tal fato é com­pro­vado pela existên­cia de museus e locais hom­e­nage­ando os feitos da FEB na Itália, a exem­plo de Montese.

Barone esclare­ceu que uti­liza de sua posição como musico do Par­ala­mas do Sucesso para chamar atenção ao assunto e ressaltar a importân­cia de se estu­dar a pre­sença da FEB no front ital­iano não como um episó­dio secundário. O dire­tor afir­mou que a moti­vação para a pro­dução do doc­u­men­tário veio de sua viven­cia pes­soal e inter­esse pelo tema, alem da neces­si­dade de esclare­cer e per­pet­uar a memória da par­tic­i­pação da FEB na guerra. O pro­fes­sor Vagner Camillo encer­rou o debate resu­mindo a exibição „Mostra o que os livros escrevem, alem de dar a dimen­são humana ao episodio”.

Cul­tura e política: arte como resistên­cia na guerra

Como parte da pro­gra­mação do primeiro dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, após a con­fer­ên­cia de aber­tura, teve iní­cio a primeira mesa com o tema Cul­tura e Política, mod­er­ada pelo coor­de­nador do evento, pro­fes­sor Gabriel Pas­setti. A mesa foi com­posta por Orlando de Bar­ros, da Uni­ver­si­dade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Michel Gher­man, da Uni­ver­si­dade Hebraica de Jerusalém, e Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho, do King’s Col­lege de Londres.

O pro­fes­sor Orlando de Bar­ros ini­ciou sua fala abor­dando a pre­sença dos grandes artis­tas na Segunda Guerra Mundial e seus papéis de entreter os sol­da­dos e amenizar as difi­cul­dades iner­entes ao con­flito. Partindo dai, tra­tou da Guerra dos artis­tas (título de seu mais recente livro) e de como estes foram fun­da­men­tais no esforço da guerra e nas Can­ti­nas dos Com­bat­entes, local onde os sol­da­dos con­frat­er­nizavam, acres­cen­tando que a arte exal­tava o patriotismo.

A seguir, tomou a palavra o palestrante inter­na­cional Michel Gher­man, que falou sobre Holo­causto, teste­munho e memória em ter­ras brasileiras. Por meio de uma análise com­par­a­tiva da imagem do sobre­vivente do Holo­causto e do sol­dado judeu com­bat­ente, e do uso de duas fig­uras impor­tantes, Alek­sander Laks e Salomão Malina, estabeceleu a existên­cia de duas guer­ras para­le­las, Segundo ele, na memória política, a pre­sença mais forte é a da vítima do exter­mínio. É pouco con­hecido o fato de 40 judeus brasileiros terem lutado na FEB (Força Expe­di­cionária Brasileira), enquanto que a história das viti­mas judias da Segunda Guerra Mundial é exacerbada.

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Michel Gher­mann, Gabriel Pas­setti e Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho — foto: Mar­i­ana Guimarães

O pro­fes­sor Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho, do Brazil Insti­tute, con­cluiu a sessão, car­ac­ter­i­zando a pro­dução artís­tica como muito pre­sente entre os prac­inha da FEB. Uti­lizando recur­sos audio­vi­suais, apre­sen­tou diver­sos poe­mas e músi­cas que retratavam a exper­iên­cia desses com­bat­entes brasileiros na guerra e sua vivên­cia den­tro desta comunidade.

Uma inter­es­sante frase pode servir para con­cluir o tema Cul­tura e política: enten­der a memória da guerra como resistên­cia, e não como trauma; resistên­cia desde o ponto de vista do papel dos judeus como sol­da­dos de guerra, como herois e não como víti­mas, e tam­bém a música, o teatro e a poe­sia como resistên­cia aos ter­rores da guerra.

Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra é aberto

Postado por INEST em 17/ago/2015 - Sem Comentários

Por: Gilson Carvalho
O Sim­pó­sio Inter­na­cional „O Brasil na Segunda Guerra”, pro­movido pelo Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense (INEST/​UFF), foi aberto nesta segunda-​feira, 17 de agosto, no Cam­pus do Gragoatá. A mesa de aber­tura foi com­posta pelos pro­fes­sores Eurico de Lima Figueiredo, dire­tor do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST/​UFF), Vagner Camilo Alves, coor­de­nador do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos (PPGEST), Thi­ago Rodrigues, chefe do depar­ta­mento de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais, e Gabriel Pas­setti, coor­de­nador do evento.

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Pro­fess­sores do INEST: Vagner Camilo Alves, Eurico de Lima Figueiredo, Gabriel Pas­setti, Thi­ago Rodrigues e Fer­nando Roberto de Fre­itas Almeida – Foto de Mar­i­ana Guimarães

Após saudar a platéia, agrade­cer os esforços de toda a comis­são orga­ni­zadora e demais colab­o­radores e dese­jar êxito a todos os par­tic­i­pantes, o pro­fes­sor Eurico Figueiredo pas­sou a palavra ao pro­fes­sor Anto­nio Pedro Tota, da Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católica (PUC-​SP), que pro­feriu a con­fer­ên­cia de aber­tura. Inti­t­u­lada “Améri­cas em Guerra! Aliança Cul­tural Brasil-​EUA”, mostrou como o gov­erno do pres­i­dente Franklin Roo­sevelt criou um aparato ide­ológico para con­quis­tar corações e mentes dos brasileiros, de modo a mantê-​los como ali­a­dos dos amer­i­canos durante a Segunda Guerra Mundial. Partindo de teo­rias desen­volvi­das por pesquisadores e int­elec­tu­ais como Luís da Câmara Cas­cudo e Oswald de Andrade, e bus­cando con­tra­por ideias de José Ramos Tin­horão, Moniz Ban­deira e Ger­son Moura, que denun­ci­avam a sub­or­di­nação da cul­tura brasileira à amer­i­cana, exam­inou doc­u­men­tos – inclu­sive áudios-​visuais, encon­tra­dos em cen­tros de pesquisa como o National Archives e a Bib­lioteca do Con­gresso, em Wash­ing­ton, e a Roo­sevelt Library em Nova York, entre outros.

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Prof. Anto­nio Pedro Tota — Foto de Mar­i­ana Guimarães

Tota perce­beu, ao final da pesquisa, que Tin­horão, Ban­deira e Moura estavam cer­tos, mas só par­cial­mente. As con­clusões podem ser con­feri­das em seu livro “O Amigo Amer­i­cano — Nel­son Rock­feller e o Brasil”, que relata como o mag­nata amer­i­cano aproximou-​se do país quando se tornou chefe do Office of Inter-​American Affairs, a agên­cia para assun­tos inter­amer­i­canos dos Esta­dos Unidos, que trouxe Orson Welles e Walt Dis­ney para o Brasil, e man­dou Car­men Miranda para os Esta­dos Unidos, e que será lançado será lançado na terça-​feira, 18 de agosto, às 18h.

O Sim­pó­sio prossegue ao longo da sem­ana, com con­fer­ên­cias, mesas-​redondas, mostra de filmes e lança­mento de livros. A pro­gra­mação com­pleta pode ser con­sul­tada aqui.

Oper­ações de Paz são tema de palestra

Postado por INEST em 15/maio/2015 - Sem Comentários

“As Oper­ações de Paz e o Brasil” foi o tema da palestra que o pro­fes­sor e pesquisador Vini­cius Mar­i­ano de Car­valho min­istrou no dia 14 de maio, no Cam­pus do Gragoatá. O evento foi orga­ni­zado den­tro da coop­er­ação acadêmica entre a Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nese e o King´s Col­lege, de Lon­dres, Reino Unido, e teve como mod­er­ador o pro­fes­sor Luiz Pedone, coor­de­nador do Lab­o­ratório Defesa e Política[s], do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST). Tam­bém par­tic­i­param Elisa Chec­ca­cci, Ger­ente de Recru­ta­mento Inter­na­cional do King’s Col­lege, e Jacque­line Wilkins, côn­sul hon­orária do Reino Unido em Ribeirão Preto, que apre­sen­taram um painel de opor­tu­nidades para inter­câm­bio em cur­sos de grad­u­ação e pós-​graduação.

Desde a década de 1940 o Brasil tem se enga­jado em ações de paz em todo o mundo, e a mais rel­e­vante delas, a Mis­são das Nações Unidas para a Esta­bi­liza­ção no Haiti (Minus­tah) – que tem comando brasileiro, com­ple­tou dez anos em 2014. Segundo Car­valho, um dos grandes desafios que o país terá de enfrentar será não só se man­ter rel­e­vante nesse cenário, como ampliar as ações e tran­scen­der as questões militares.

Para ele, uma questão impor­tante é se já há o desen­volvi­mento de um pen­sa­mento civil brasileiro que possa ser apli­cado con­jun­ta­mente às ini­cia­ti­vas mil­itares. “O Brasil mostrou-​se muito bem suce­dido no con­tato com as pop­u­lações civis e esse sucesso não pode ser cred­i­tado somente às questões cul­tur­ais”, afirma. Car­valho acred­ita que esse con­hec­i­mento, esse “jeito brasileiro” poderá ser expor­tado e uti­lizado em futuras intervenções.

Outra hipótese é a pos­si­bil­i­dade de o país pro­por a cri­ação de uma força de paz marí­tima, baseada no êxito que obteve no comando da Força-​Tarefa Marí­tima da Força Inte­rina das Nações Unidas no Líbano (FTM-​Unifil), em que comanda tropas de diver­sos países, como Ale­manha, Bél­gica e Itália.

Con­cluindo, o pesquisador disse que as uni­ver­si­dades são um espaço priv­i­le­giado para debates sobre o tema, cada vez mais impor­tante diante do cenário inter­na­cional de con­fli­tos, desas­tres e migrações.

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Coor­de­nador do PPGEST par­tic­ipa de work­shop e debate no Insti­tuto da Defesa Nacional de Por­tu­gal

Postado por INEST em 13/abr/2015 - Sem Comentários

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O pro­fes­sor Vágner Camilo Alves, coor­de­nador do Pro­grama de Pós Grad­u­ação em Estu­dos Estratégi­cos (PPGEST), esteve, nos dias 8 e 9 de abril, no Insti­tuto da Defesa Nacional (IDN), em Lis­boa, Portugal.

Ele real­i­zou, como con­fer­encista con­vi­dado, uma palestra para o work­shop „O Poder dos Pequenos e Médios Esta­dos na Grande Guerra: com­para­ção Portugal-​Brasil” e outra para o Grupo de Estu­dos Relações Portugal-​Brasil.

A primeira exposição teve como tema „O papel do Brasil nas duas Guer­ras Mundi­ais” e a segunda, „O papel do Brasil no Sis­tema de Segu­rança Global no Século XX”.

O work­shop con­tou com a assistên­cia de pesquisadores brasileiros e por­tugue­ses que apre­sen­taram tra­bal­hos sobre os diver­sos aspec­tos da atu­ação de Por­tu­gal na Grande Guerra, mostrando, dessa maneira, o panorama da pro­dução cien­tí­fica local a respeito da história mil­i­tar e dos estu­dos estratégi­cos. No grupo de estu­dos, o debate de alto nível con­tou com a par­tic­i­pação de embaix­adores, mil­itares de alta patente e acadêmi­cos sêniores daquele país.

O work­shop e o grupo de estu­dos foram orga­ni­za­dos pelo IDN em parce­ria com os insti­tu­tos de História Con­tem­porânea da Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa e de Ciên­cias Soci­ais da Uni­ver­si­dade de Lisboa.

IDN

Prof. Bruno Car­doso Reis (IDN), prof. Vágner Camilo Alves (INEST-​UFF), gen­eral Vitor Viana (dire­tor do IDN) e prof. António Paulo Duarte (IDN)

Colóquio sobre América do Sul tem Pesquisador da Uni­ver­si­dade de Esto­colmo

Postado por INEST em 30/mar/2015 - Sem Comentários

“Estu­dos Estratégi­cos e América do Sul: Geopolítica e Inte­gração Regional”, foi o tema do colóquio real­izado no dia 30 de março, no Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense (INEST-​UFF), com o pro­fes­sor Andres Rivarola Puntigliano, do Insti­tuto da América Latina da Uni­ver­si­dade de Esto­colmo, Suécia

Espe­cial­izado em Política Externa, Geopolítica, Region­al­ismo e Desen­volvi­mento Econômico, América Latina e Caribe, Puntigliano falou para um grupo de mes­tran­dos e pesquisadores do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos (PPGEST).

O colóquio teve a mod­er­ação do pro­fes­sor Luiz Pedone Coor­de­nador do Lab­o­ratório Defesa e Política[s]- INEST-​UFF.

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Frank McCann pro­fere palestra no INEST

Postado por INEST em 06/nov/2014 - Sem Comentários

O his­to­ri­ador norte-​americano Frank McCann pro­feriu palestra sobre as relações Brasil-​Estados Unidos na época do régime mil­i­tar, no último dia 3 de novem­bro, no Insti­tuto de Ciên­cias Humanas e Filosofia (ICHF), no cam­pus do Gragoatá.

Inti­t­u­lada “Rela­tions dur­ing mil­i­tary years ended the U.S.-Brazil Alliance” a palestra apre­sen­tou um panorama das relações entre as duas nações, com ênfase no período da ditadura brasileira (19641985).

Docente da Uni­ver­si­dade de New Hamp­shire, McCann atuou como pro­fes­sor vis­i­tante durante um mês no Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos (PPGEST), do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST), onde min­istrou, jun­ta­mente com o pro­fes­sor Adri­ano de Freixo, a dis­ci­plina Teo­ria e Análise das Relações da Defesa e da Segu­rança II, McCann é pro­fundo con­hece­dor do assunto, tem de dois de seus livros: “Sol­da­dos da Pátria – História do Exército brasileiro 18891937” (Com­pan­hia das Letras) e “Aliança Brasil-​Estados Unidos: 19371945” (Bibliex).

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