Arquivo da Categoria "Internacionalização"

Lançamento do livro de Marcelo Gullo

Postado por INEST em 28/nov/2018 - Sem Comentários

O INEST vai receber o cientista político e internacionalista Marcelo Gullo. Ele vem ao Brasil lançar o livro “Relações Internacionais, uma teoria crítica a partir da periferia sul-americana”.

Para o professor Eurico de Lima Figueiredo, que escreve o prefácio da obra, “este livro de Marcelo Gullo contém, sintetiza e organiza sua proposta de uma teoria das relações internacionais a partir de um novo olhar: uma teoria insubordinada que se recusa a entender a região com a perspectiva do centro hegemônico. Resulta dos esforços de um homem e de uma obra que, baseado no saber cientifico, com rigor, descortina, com amplo domínio crítico dos saberes de sua área, original releitura dos internacionalistas do mundo central. Ainda segundo Figueiredo, sua perspectiva teórica vem de dentro de nossas mazelas, erros e descaminhos. Mas ela é também altiva e generosa. Supõe a dignidade dos povos da América latina no chamado ‘concerto das nações’”. Segundo o professor Amado Cervo, que apresenta a obra, Marcelo Gullo ‘parece ter atingido a maturidade que só os homens de experiência possuem para realizar sínteses complexas’.

Professor da Universidade Nacional de Lanús e da Escola Superior de Guerra da Argentina, Gullo é assessor internacional da Federação Latino-americana de Trabalhadores da Educação e da Cultura (Flatec) e pesquisador associado ao INEST.

As inscrições para a palestra de lançamento podem ser feitas aqui https://goo.gl/forms/gTWMTozAi2p2Qliu2

Pesquisadora do PPGEST visita base de pesquisa na Antártida

Postado por INEST em 12/jul/2018 - Sem Comentários

A mestranda Gabriele Molina Hernandez, do PPGEST,  viajou recentemente para a base chilena Eduardo Frei Montalva, localizada na Antártida. A base funciona desde 1969 e serve não somente para pesquisas quanto para conexão com outras bases antárticas, sendo a mais importante do Chile no continente. Durante o inverno, a temperatura mínima histórica para o mês de junho registrada no local foi de 24,2 graus Celsius negativos ,e devido à inclinação do eixo da terra,  há poucas horas de incidência de luz solar.
A pesquisadora, que  está preparando trabalho sobre o PROANTAR- Programa Antártico Brasileiro, pode ao longo da visita realizar entrevistas e observar in loco o trabalho das equipes que se revezam na região.

Rob Walker faz visita ao INEST

Postado por INEST em 30/jun/2018 - Sem Comentários

O Programa de Pós Graduação em Estudos Estratégicos recebeu no dia 28 de junho a visita do professor Rob Walker, um dos mais renomados teóricos contemporâneos das Relações Internacionais.  O docente da Victoria University, que estava no Brasil cumprindo extensa agenda acadêmica, aceitou o convite do coordenador do PPGEST, prof. Thiago Rodrigues, para dar palestra especial na disciplina Teoria e Análise de Relações Internacionais da Defesa e da Segurança I. O tema escolhido foi com base em seu livro “Inside/Outside: International Relations as Political Theory”.

 

Núcleo de Estudos Sobre os Estados Unidos

Postado por INEST em 27/nov/2017 - Sem Comentários

Os professores Eurico de Lima Figueiredo e Vitelio Brustolin participaram de importantes eventos internacionais na Flórida. Ambos buscaram a consolidação do NUEST, Núcleo de Estudos sobre os Estados Unidos, que vai possibilitar o intercâmbio de alunos e professores entre o INEST/UFF e a Florida Atlantic University. Acompanhe abaixo as agendas e eventos dos quais ambos participaram:

Internacionalização

Postado por INEST em 08/jun/2017 -

O INEST tem esta­b­ele­cido pontes de coop­er­ação com diver­sas insti­tu­ições estrangeiras.

Isso tem ocor­rido tanto no plano docente como no plano discente.

No plano docente, ressalta-​se a coop­er­ação com a Uni­ver­si­dade de Upp­sala, Sué­cia. O Pro­fes­sor Emérito Evert Vedung já veio ao Brasil na qual­i­dade de vis­i­tante, patroci­nado pela UFF e pela FAPERJ, para lecionar curso de exten­são de Avali­ação de Políti­cas Públi­cas na área de Estu­dos Estratégi­cos. Em con­tra­partida, o pro­fes­sor Luiz Pedone, do INEST, em dois anos con­sec­u­tivos, 2013 e 2014, finan­ciado pela CAPES e pela UFF, via­jou como pesquisador vis­i­tante para aquela referida universidade.

O Pro­fes­sor Doutor Zhou Zhi­wei, da Acad­e­mia de Ciên­cias Soci­ais de Pequim, veio para o INEST com bolsa da Fun­dação Ford para pós-​doutorado, nos anos de 2011 e 2012. Na opor­tu­nidade, ele ofer­e­ceu o mini-​curso de exten­são sobre os grandes desafios da China.

O Pro­fes­sor Doutor Ger­mán Flávio Soprano, pesquisador da Uni­ver­si­dade de Quilmes e do CONyCET, pas­sou uma sem­ana pro­ferindo palestra sobre Defesa e Segu­rança Inter­na­cional, tendo em vista o caso argentino.

No momento, o INEST está esta­b­ele­cendo pro­je­tos de inter­câm­bios com acadêmi­cos de insti­tu­ições uni­ver­sitárias da Argentina, Dina­marca, Espanha, Esta­dos Unidos, França, Por­tu­gal e Suécia.

No plano dis­cente, o curso de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos (PGGEST), tem rece­bido alunos da Argentina, França,   Romênia, Uruguai e Moçam­bique – este último através de acordo de coop­er­ação internacional.

Na graduação, os discentes tem participado de intercambio em vários países.

Acordo Florida Atlantic Uni­ver­sity e INEST

Postado por INEST em 26/jan/2017 - Sem Comentários

No dia 23 de janeiro, o prof. Emérito Eurico de Lima Figueiredo (foto), dire­tor do INEST, real­i­zou palestra na Florida Atlantic Uni­ver­sity (FAU). A apre­sen­tação teve como título Brazil: Past, Present and Future, descorti­nando o período com­preen­dido entre 1930 e os dias de hoje, iden­ti­f­i­cando cenários alter­na­tivos para o desen­volvi­mento do país até 2030. No dia ante­rior o pro­fes­sor par­ticipou de almoço com docentes do cole­giado da uni­ver­si­dade no restau­rante dos docentes da uni­ver­si­dade, seguida por reunião com a Chefe do Depar­ta­mento de Ciên­cia Política, Dra. Aimé Arias, o Dr. Steven Roper (Dire­tor Exec­u­tivo, Peace, Jus­tice and Human Rights Ini­tia­tive) e o Dr. Aloy­sio Vas­con­cel­los, (Pres­i­dente, Brazil Inter­na­tional Foun­da­tion). Os entendi­men­tos vis­aram o esta­b­elec­i­mento de um Cen­tro de Estu­dos Brasileiros na FAU e um Cen­tro de Estu­dos Estadunidenses, no INEST. A FAU, com 25 mil alunos, é uma uni­ver­si­dade estatal que fica próx­ima ao con­dado de Broward, local com a maior con­cen­tração de brasileiros nos Esta­dos Unidos.

Saiba como foi o III Encon­tro Brasileiro de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais

Postado por INEST em 26/out/2016 - Sem Comentários

Saiba como foi o III Encon­tro Brasileiro de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais
O III EBERI, real­izado entre os dias 17 e 20 de out­ubro, reuniu pesquisadores de uni­ver­si­dades, acad­e­mias e esco­las de altos estu­dos mil­itares do Brasil e do exte­rior. Sep­a­ramos os destaques do evento.
No dia 17
O dire­tor do Insti­tuto Pandiá Calógeras, Demétrio de Oliveira, par­ticipou da aber­tura do III EBERI. Sua exposição teve como tema as ações afir­ma­ti­vas para uma Política de Defesa Nacional. Em sua fala, Oliveira desta­cou mudanças no min­istério da Defesa em espe­cial a cri­ação do Insti­tuto Brasileiro de Estu­dos de Defesa — Pandiá Calógeras. Assi­nalou, entre out­ras ações afir­ma­ti­vas, a cri­ação da car­reira de anal­ista de Defesa no min­istério e a for­mação de um Pro­grama e Pós-​Graduação em Econo­mia da Defesa, com cur­sos de mestrado e doutorado, a serem real­iza­dos por meio de uma parce­ria entre o Insti­tuto e a Uni­ver­si­dade de Brasília. Além disso, fez refer­ên­cia a real­iza­ção de sem­i­nários em todo o Brasil sobre temas de Estu­dos Estratégi­cos em coop­er­ação com enti­dades acadêmi­cas e out­ros setores da sociedade civil, já a par­tir do fim deste ano.

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Demétrio Oliveira e a aluna Daiane Letícia

A palestra de aber­tura do EBERI foi pro­ferida pelo pro­fes­sor Eliézer Rizzo de Oliveira, da UNI­CAMP. Sua exposição apre­sen­tou os Desafios Atu­ais em Segu­rança e Defesa Nacional. Um dos aspec­tos ressalta­dos por Oliveira foi a per­cepção de inse­gu­rança nas grandes cidades, dev­ido às exper­iên­cias vivi­das e próx­i­mas rela­cionadas com a vio­lên­cia, seja ela crim­i­nal ou política.

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Os pro­fes­sores Eurico de Lima Figueiredo e Thomas Heye

Dia 18
O segundo dia do EBERI foi ini­ci­ado com os gru­pos de tra­balho (GTs) Geopolítica e Estu­dos Estratégi­cos (coor­de­nado pelo prof. André Varella), História Mil­i­tar (prof. Gabriel Pas­setti), Segu­rança Inter­na­cional (prof. Renato Petrochi).

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GT de Geopolítica
Tam­bém tiveram iní­cio na manhã do dia 18 os mini-​cursos, com duração de três dias, apre­sen­ta­dos por pesquisadores con­vi­da­dos. Foram eles: a questão de gênero nas Forças Armadas (prof. Paulo Pereira, profª. Andrea Costa e profª. Clau­dia Antunes — UNIFA), o ter­ror­ismo no século XXI (prof. Mau­rí­cio Bruno de Sá), o Dire­ito Inter­na­cional e as Relações Inter­na­cionais (prof. Edson Medeiros Branco Luiz – Uni­granrio) e o nacional­ismo no mundo con­tem­porâ­neo (prof. Helid Raphael).
Fechando a primeira parte da jor­nada, houve o debate Desafios e Pro­gra­mas de Coop­er­ação em Defesa Brasil e Sué­cia, coor­de­nado pelo prof. Luiz Pedone e com par­tic­i­pação dos pro­fes­sores sue­cos Ulf Ham­mas­tröm (SAAB), Evert Vedung (Upsalla Uni­ver­sity), dos pro­fes­sores brasileiros Mau­rí­cio Pazini Brandão (ITA) e Mar­cos Bar­bi­eri (UNICAMP)

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Os pro­fes­sores Gabriel Pas­setti, Marcelo Gullo, Beat­riz Bís­sio e Mon­ica Bruckmann

A tarde do dia 18 começou com a mesa Questões Políti­cas e Estratég­i­cas Con­tem­porâneas na América do Sul, com­posta pela pro­fes­sora uruguaia Beat­riz Bis­sio, a docente peru­ana Mon­ica Bruck­mann (ambas da UFRJ) e o pro­fes­sor argentino Marcelo Gullo (Uni­ver­si­dade de Lanús). A mod­er­ação coube ao prof. Gabriel Pas­setti.
Ao mesmo tempo teve iní­cio a 3ª Reunião de Coor­de­nadores e Rep­re­sen­tantes de Pro­gra­mas e Lin­has de Pesquisas em Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais. Rep­re­sen­taram o INEST e o PPGEST os pro­fes­sores Eurico de Lima Figueiredo, Eduardo Heleno e Már­cio Rocha. A Escola de Guerra Naval foi rep­re­sen­tada pela prof. Sab­rina Medeiros e a Uni­ver­si­dade da Força Aérea pelo prof. Paulo Pereira Leite.
Ao final da tarde, tiveram espaço os GTs Relações Civis e Mil­itares no Brasil Con­tem­porâ­neo (prof. Fred­erico Car­los de Sá Costa), Políti­cas Públi­cas de Defesa (prof. Luiz Pedone), Indús­tria de Defesa (prof. Alex Jobim), Segu­rança Inter­na­cional (prof. Vitélio Brus­tolin) e Guer­ras Africanas no Século XXI (prof. Jonuel Gonçalves).
Dia 19
A pro­gra­mação da manhã do ter­ceiro dia do EBERI con­tou com os GTs Geopolítica e Estu­dos Estratégi­cos (prof. André Varella), Teo­ria Política dos Estu­dos Estratégi­cos (prof. Vic­tor Lean­dro Chaves Gomes) e Soci­olo­gia Mil­i­tar (prof. Eduardo Heleno).
A ativi­dade foi seguida da mesa redonda Desafios e Pro­gra­mas de Coop­er­ação em Defesa Brasil e França. Mod­er­ada pelo prof. Alex Jobim, a mesa foi com­posta pelos pro­fes­sores Eduardo Brick (UFF-​Defesa), Leonam dos San­tos Guimarães (USP) e Marc Luchini, rep­re­sen­tante do grupo francês DCNS.
A jor­nada ves­per­tina começou com a mesa redonda comem­o­ra­tiva dos 30 anos de ativi­dades do Núcleo de Estu­dos Estratégi­cos da UFF. Mod­er­ado pelo prof. Thomas Heye, o debate con­tou com os relatos do prof. Eurico de Lima Figueiredo (fun­dador, junto ao prof. René Drei­fuss, do NEST) e do prof. Eduardo Brick.

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Prof. Marcelo Gullo, aluna Ingrid Motta e o prof. Eurico de Lima Figueiredo
Logo após, o prof. Marcelo Gullo, da Uni­ver­si­dade de Lanús, pale­strou na con­fer­ên­cia Teo­ria das Relações Inter­na­cionais: a neces­si­dade de uma per­spec­tiva crítica desde a per­ife­ria sulamer­i­cana.
Simul­tane­a­mente, foi real­izada a reunião téc­nica com equipes de pesquisadores do Brasil e da Sué­cia que avaliaram pro­je­tos rela­ciona­dos a políti­cas públi­cas de Defesa Nacional.
Fechando a pro­gra­mação do dia 19, teve iní­cio o mini-​curso Ciên­cia Tec­nolo­gia, Ino­vação e Defesa (prof. William Mor­eira, EGN) e foram apre­sen­ta­dos os GTs Cibernética, Defesa e Relações Inter­na­cionais (prof. Mar­cio Rocha), Econo­mia Política das Relações Inter­na­cionais (prof. Fer­nando Roberto), Teo­ria Política (prof. Thomas Heye) e Política Externa Brasileira (prof. Adri­ano de Freixo).
Dia 20
A manhã do último dia do EBERI con­tou com os cinco mini-​cursos e com os GTs História Mil­i­tar (prof. Gabriel Pas­setti) e Segu­rança Inter­na­cional (prof. Gabriel Pas­setti). As ativi­dades tiveram prossegui­mento com a mesa redonda A Coop­er­ação Civil-​Militar no Desen­volvi­mento do Pen­sa­mento Estratégico Brasileiro. Mod­er­ada pelo prof. Eurico de Lima Figueiredo, o debate con­tou a par­tic­i­pação do almi­rante Álvaro Mon­teiro, do Cen­tro de Estu­dos Estratégi­cos da Escola de Guerra Naval, do gen­eral João César Zam­bão da Silva, da Escola Supe­rior de Guerra, do brigadeiro Tirre Freire, da Uni­ver­si­dade da Força Aérea e do gen­eral Sér­gio Almeida, da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

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Profs. Theoto­nio dos San­tos, Eurico de Lima Figueiredo e a aluna Luana Roque
O III EBERI encer­rou sua longa lista de ativi­dades com a con­fer­ên­cia Estu­dos Estratégi­cos e Segu­rança Inter­na­cional: questões atu­ais, min­istrada pelo prof. Theotônio dos San­tos Junior (UFF/​UERJ).

Cobertura do Simpósio Internacional Dois Séculos de Relações Internacionais

Postado por INEST em 19/maio/2016 - Sem Comentários

Ter­ceiro dia do Sim­pó­sio Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas

Texto: Raquel Araújo de Jesus; Fotos: Mar­i­ana Guimarães e Urias Fernandes

Na tarde desta terça-​feira, 18 de maio de 2016, ocor­reu o ter­ceiro e último dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional “Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas”, no auditório do “Bloco E” da Uni­ver­si­dade Fed­eral Fluminense.

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A primeira Mesa Redonda, sob a coor­de­nação do Prof. Dr. Eduardo Heleno (INEST-​UFF), abor­dou o tema “Forças Armadas e Sociedade no século XXI”. O Prof. Dr. Celso Cas­tro, do CPDOC da Fun­dação Getúlio Var­gas, tra­tou sobre “A Amazô­nia no pen­sa­mento dos Mil­itares Brasileiros”. Cas­tro falou sobre a cen­tral­i­dade da região no imag­inário do Exército Brasileiro, prin­ci­pal­mente a par­tir da década de 1990. O Prof. Dr. Paulo Cunha, da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista, abor­dou a temática “Mil­itares e a Sociedade na América Latina” e falou sobre tran­sição e democ­ra­cia no Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Na sequên­cia, o Prof. Dr. João Roberto Mar­tins Filho, da Uni­ver­si­dade Fed­eral de São Car­los, tra­tou sobre “As relações entre civis e mil­itares no Brasil” e a par­tic­i­pação dos mil­itares na política durante o período republicano.

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A segunda Mesa Redonda foi coor­de­nada pelo Prof. Dr. Vite­lio Mar­cos Brus­tolin (INEST-​UFF) e teve como tema “Mil­itares e a Defesa Inter­amer­i­cana no século XXI”. O Prof. Dr. Mar­cos José Bar­bi­eri Fer­reira, da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas, apre­sen­tou como temática a ser dis­cu­tida “A inserção da Base Indus­trial de Defesa Brasileira no con­texto inter­amer­i­cano no século XXI” abor­dando questões como gas­tos orça­men­tários em defesa na América e no mundo e pos­si­bil­i­dades de inte­gração inter­amer­i­cana em matéria de defesa. O Prof. Ms. Eduardo Oighen­stein Loureiro, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense, trouxe como tema “O Brasil e o processo de lid­er­ança regional: o poder nacional e a pro­jeção inter­na­cional no pro­grama KC-​390” anal­isando a relevân­cia do pro­jeto empreen­dido pela EMBRAER na pro­jeção inter­na­cional do Brasil. Pos­te­ri­or­mente, o Embaix­ador Addor Neto, à con­vite do Prof. Dr. Vite­lio Mar­cos Brus­tolin, fazendo menção ao provér­bio latino Si vis pacem, para bel­lum, falou sobre a importân­cia da temática de Defesa Nacional no mundo contemporâneo.

Para encer­rar as ativi­dades do Sim­pó­sio, o Prof. Dr. Gabriel Pas­setti (INEST-​UFF) agrade­ceu o apoio insti­tu­cional da CAPES, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense, do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos, da Fac­ul­dade de Econo­mia, do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos, e dos demais pro­fes­sores e estu­dantes na real­iza­ção do evento que teve como intu­ito não ape­nas cel­e­brar os duzen­tos anos de relações inter­amer­i­canas, como tam­bém apre­sen­tar difer­entes for­mas de se pen­sar esta mesma questão. Em seguida, o Prof. Dr. Emérito Eurico de Lima Figueiredo, Dire­tor do Insti­tuto, agrade­ceu ao Prof. Pas­setti pelo esforço empreen­dido na real­iza­ção do evento e dis­cur­sou sobre o com­pro­misso que a comu­nidade acadêmica tem com o país.

Segundo dia do Sim­pó­sio Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas

Pub­li­cado em Quarta, 18 Maio 2016 10:23Texto: Pedro Maués; Fotos: Mar­i­ana Guimarães e Urias Fernandes

O segundo dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas começou com a mesa “O Brasil e as Améri­cas”, sob a coor­de­nação do Prof. Dr. Gabriel Pas­setti. O Prof. Dr. Luís Cláu­dio Vil­lafañe Gomes San­tos, do Insti­tuto Histórico e Geográ­fico Brasileiro, apre­sen­tou a comu­ni­cação “A con­strução do con­ceito de América do Sul pela diplo­ma­cia brasileira”, na qual fez um panorama do que a diplo­ma­cia brasileira tem enten­dido por “América do Sul”, do século XIX aos dias atu­ais. Em seguida, o Prof. Dr. Fran­cisco Dora­tioto, da Uni­ver­si­dade de Brasília, dis­cor­reu sobre a evolução da política brasileira na região do Rio do Prata, do Primeiro Reinado até o iní­cio do período repub­li­cano, em “A política do Brasil para o Rio da Prata no século XIX”.

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Luis Cláu­dio Vil­lafañe Gomes San­tos, Gabriel Pas­setti e Fran­cisco Doratioto.

A segunda mesa do dia foi coor­de­nada pelo Prof. Dr. Adri­ano de Freixo, e teve como tema “Relações inter­amer­i­canas no século XX”. O Prof. Dr. Alexan­dre Fortes, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Rural do Rio de Janeiro, abriu a mesa com “A visão norte-​americana sobre a política tra­bal­hista brasileira durante a Segunda Guerra Mundial”, apre­sen­tando uma inves­ti­gação sobre a importân­cia estratég­ica do Brasil para os EUA na Segunda Guerra Mundial e seus efeitos na visão norteam­er­i­cana sobre a questão tra­bal­hista no Brasil. Na sequên­cia, Profa. Ms. Juliana Gagliardi de Araujo, da UFF, con­tribuiu com uma per­spec­tiva das Comu­ni­cações Soci­ais em “Imprensa em rede na América Latina: a Sociedade Inter­amer­i­cana de Imprensa e o Grupo de Diários América”, uma pesquisa sobre dois obje­tos pouco estu­da­dos, a Sociedade Inter­amer­i­cana de Imprensa (SIP), e o Grupo de Diários América (GDA), e seus papéis em deter­mi­na­dos pro­je­tos políti­cos de atores latino-​americanos e estadunidenses. Por fim, tive­mos a comu­ni­cação “Encon­tros e des­en­con­tros nas relações Brasil-​Argentina”, na qual a Profa. Dra. Miriam Gomes Saraiva, da Uni­ver­si­dade do Estado do Rio de Janeiro, nos apre­sen­tou uma visão panorâmica das relações entre Brasil e Argentina ao longo do século XX.

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Juliana Gagliardi, Adri­ano de Freixo, Alexan­dre Fortes e Miriam Gomes Saraiva

A jor­nada do Sim­pó­sio foi encer­rada com a con­fer­ên­cia “O Con­gresso do Panamá e os ensaios da união latino-​americana no século XIX”, do Prof. Dr. Ger­mán A. de la Reza, da Uni­ver­si­dad Autónoma Met­ro­pol­i­tana, no Méx­ico, na qual o pro­fes­sor fez uma análise histórica dos pro­je­tos de inte­gração entre os Esta­dos da América Latina a par­tir das independências.

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Ger­man de La Reza
O Sim­pó­sio, orga­ni­zado pelo Prof. Gabriel Pas­setti, conta com o apoio da Capes.

INEST orga­niza evento sobre os dois sécu­los de relações inter­amer­i­canas

Postado por INEST em 17/maio/2016 - Sem Comentários

Texto: Ricardo Freire; Fotos: Mar­i­ana Guimarães, Urias Fernandes

O Sim­pó­sio Inter­na­cional “Dois sécu­los de relações inter­amer­i­canas” teve iní­cio na tarde desta segunda-​feira, 16 de maio, no Auditório do Bloco “F” do Cam­pus do Gragoatá. O Prof. Dr. Thi­ago Rodrigues, Chefe do Depar­ta­mento de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais do INEST, rep­re­sen­tando o Prof. Dr. Emérito Eurico de Lima Figueiredo, Dire­tor do Insti­tuto, agrade­ceu a pre­sença de todos os con­fer­encis­tas e assis­tentes, bem como cumpri­men­tou o Prof. Dr. Gabriel Pas­setti pela ini­cia­tiva e orga­ni­za­ção do Simpósio.

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Em seguida, o Prof. Dr. Vágner Camilo Alves, Coor­de­nador do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos da Defesa e da Segu­rança do INEST, tam­bém elo­giou a ini­cia­tiva e desta­cou apoio do Pro­grama de Pós-​Graduação ao evento, em face de sua relevância.

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A Con­fer­ên­cia de Aber­tura do Sim­pó­sio foi pro­ferida pela Prof.ª Dr.ª Maria Ligia Coelho Prado, Emérita da Uni­ver­si­dade de São Paulo, que abor­dou o tema “Brasil e América Latina: prox­im­i­dades distantes”.

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Finda essa con­fer­ên­cia e sua sessão de debates, foi for­mada a primeira Mesa Redonda do evento, sob a coor­de­nação do Prof. Dr. Vágner Camilo Alves, que ver­sou sobre o papel do EUA nas relações inter­amer­i­canas. A Mesa con­tou a fala do Prof. Dr. Fer­nando Luiz Vale Cas­tro, da Uni­ver­si­dade Fed­eral do Rio de Janeiro, que tra­tou do “Pan-​americanismo: entre a teo­ria e prática (18901940)”. Na sequên­cia, a Prof.ª Dr.ª Cecilia Azevedo, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense, abor­dou a temática do “Movi­mento de Sol­i­dariedade à América Cen­tral nos anos 1980”. E, con­cluindo os tra­bal­hos, o Prof. Dr. Roberto Moll, do Insti­tuto Fed­eral Flu­mi­nense, dis­cur­sou sobre “Os Esta­dos Unidos e a América Latina no iní­cio do século XXI: con­tinuidades, rup­turas e perspectivas”.

Após uma série de debates e ques­tion­a­men­tos, o Coor­de­nador da Mesa, antes de dar por encer­ra­dos os tra­bal­hos da jor­nada, agrade­ceu a par­tic­i­pação de todos e con­cedeu aos palestrantes, como marco de gratidão e recon­hec­i­mento, um Cer­ti­fi­cado de Participação.

As Améri­cas são o tema de dois grandes encon­tros no INEST

Postado por INEST em 29/abr/2016 - Sem Comentários

No mês de Maio serão real­iza­dos dois impor­tantes even­tos no Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense: o Sim­pó­sio Inter­na­cional Dois Sécu­los de Relações Inter­amer­i­canas e o VII Encon­tro Latino-​americano de Dire­ito Sociedade e Cul­tura (ELADISC).

O Sim­pó­sio Inter­na­cional, coor­de­nado pelo pro­fes­sor Gabriel Pas­setti, reune pesquisadores em diver­sas temáti­cas, per­fazendo grande painel das relações entre os países do con­ti­nente nos últi­mos 200 anos. O evento será real­izado no auditório do bloco F, entre os dias 16 e 18 de maio.

No dias 19 e 20, o Insti­tuto recebe o VII ELADISC. Coor­de­nado pelos pro­fes­sores Elian Araujo, Eurico de Lima Figueiredo, Fer­nando Roberto Almeida, Eduardo Scheidt, Eduardo Devés e Sér­gio Sant’Anna, o encon­tro visa fomen­tar a aprox­i­mação e o inter­câm­bio entre profis­sion­ais e acadêmi­cos da região.

Detal­hes sobre a pro­gra­mação e sobre as inscrições podem ser vis­tos no site www​.even​tos​doinest​.org

INEST Simposio Internacional Dois Séculos de Relações InteramericanasUntitled-1

INEST e King´s Col­lege de Lon­dres for­mal­izam entendi­mento

Postado por INEST em 16/mar/2016 - Sem Comentários

Na última quinta-​feira, 10 de março, o Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos e o King´s Col­lege de Lon­dres for­malizaram o mem­o­rando de entendi­mento entre as duas insti­tu­ições de ensino. Trata-​se de impor­tante passo para a for­mação de pro­gra­mas de inter­câm­bio que poderão ser ofer­e­ci­dos a dis­centes e docentes.

Por parte do King´s Col­lege, a reunião con­tou com a pre­sença dos pro­fes­sores Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho, do Brazil Insti­tute, e Kieran Mit­ton, do depar­ta­mento de Estu­dos sobre a Guerra. Após terem visto uma breve apre­sen­tação sobre o INEST, os vis­i­tantes comen­taram sobre as ativi­dades real­izadas pela insti­tu­ição britânica.

Entre os docentes do INEST, além do dire­tor, pro­fes­sor emérito Eurico de Lima Figueiredo, estavam pre­sentes os pro­fes­sores Eduardo Heleno, Fer­nando Roberto de Fre­tas Almeida, Luiz Pedone, Miguel Dhenin, Thi­ago Rodrigues, Vagner Camilo Alves e Vic­tor Chaves Gomes. Par­tic­i­param tam­bém alunos da pós grad­u­ação em Estu­dos Estratégi­cos e da grad­u­ação em Relações Internacionais.

Frank McCann visita o PPGEST

Postado por INEST em 19/out/2015 - Sem Comentários

O his­to­ri­ador Frank D. McCann, pro­fes­sor emérito da Uni­ver­si­dade de New Hamp­shire, irá vis­i­tar nessa quarta feira, 19 de junho, o Pro­grama de Pós Grad­u­ação em Estu­dos Estratégi­cos, da Defesa e da Segu­rança (PPGEST).

Con­hecido por seus estu­dos sobre o Brasil e a América Latina, McCann é autor dos livros Sol­da­dos da Pátria: História do Exército Brasileiro 18891937, Aliança Brasil Esta­dos Unidos 1937/​1945, A nação armada — Ensaios sobre a história do Exército brasileiro, entre out­ros obras.

Inest real­iza EBERI II

Postado por INEST em 12/out/2015 - Sem Comentários

Por Gilson Car­valho. Fotos: Mar­i­ana Guimarães

O II Encon­tro Brasileiros de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais, EBERI II, real­izado de 5 a 8 de out­ubro pelo Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense (INEST/​UFF), em Niterói, RJ, reuniu pesquisadores, pro­fes­sores e estu­dantes no cam­pus do Gragoatá, para debater questões rela­cionadas aos estu­dos estratégi­cos, defesa e segu­rança internacional.

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Prof. Már­cio Rocha

Na aber­tura, o pro­fes­sor Már­cio Rocha, coor­de­nador do evento, ressaltou a grande difi­cul­dade que foi organizá-​lo em meio à crise que o país atrav­essa, com uma longa greve da comu­nidade uni­ver­sitária e o corte de ver­bas, e agrade­ceu a colab­o­ração da direção do INEST, na figura do seu dire­tor, pro­fes­sor Eurico de Lima Figueiredo e da comis­são orga­ni­zadora, além de dar boas-​vindas a todos os presentes.

Falaram ainda o pro­fes­sor Fer­nando Almeida, rep­re­sen­tando a grad­u­ação, que ressaltou a importân­cia do encon­tro para a sociedade brasileira, e o pro­fes­sor Luís Pedone, pela pós-​graduação, que fez um breve históri­cos dos estu­dos estratégi­cos e da defesa no Brasil.

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Prof. Fer­nando Almeida e Prof. Luiz Pedone

As con­fer­ên­cias inau­gu­rais ficaram a cargo do Embaix­ador Samuel Pin­heiro Guimarães, que falou sobre Relações Inter­na­cionais: desafios e per­spec­ti­vas, dos pesquisadores Brand Are­nari e Edson Bened­ito da Silva, do Insti­tuto de Pesquisas Econômi­cas Apli­cadas, que falaram sobre A con­tribuição do IPEA para o estudo e o apri­mora­mento de Políti­cas Públi­cas na área de Defesa Nacional: 20102015.

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Embaix­ador Samuel Pin­heiro Guimarães, prof. vis­i­tante do INEST, e aluna Ingrid Erthal

Ao longo da sem­ana, foram real­izadas cinco mesas-​redondas, onze gru­pos de tra­bal­hos, qua­tro mini-​cursos e onze apre­sen­tação de pôsteres, com a par­tic­i­pação de dezenas de estu­dantes e pesquisadores de diver­sas regiões do Brasil e do exterior.

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No último dia, 8 de out­ubro, houve duas con­fer­ên­cias: Análi­sis del escenário internacional: una refléx­ion en la búsqueda de la direc­ción de los acon­tec­imien­tos, pro­ferida pelo pro­fes­sor Marcelo Gullo, da Uni­ver­si­dade de Lanús e da Escola de Supe­rior de Guerra Argentina, e Estu­dos Estratégi­cos e Defesa: questões atu­ais, pelo pro­fes­sor Wan­der­ley Mes­sias, da Uni­ver­si­dade de São Paulo (USP). Para encer­rar, o coor­de­nador do EBERI II, pro­fes­sor Már­cio Rocha con­vi­dou todos para a ter­ceira edição do evento, em 2016, e o dire­tor do INEST, pro­fes­sor Eurico de Lima Figueiredo, agrade­ceu a orga­ni­za­ção e a pre­sença dos participantes.

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Dire­tor da OPAQ dá palestra sobre a con­venção de armas quími­cas

Postado por INEST em 26/ago/2015 - Sem Comentários

Texto e imagem: Gíl­son Carvalho

O dire­tor da Orga­ni­za­ção Mundial para Pre­venção de Armas Quími­cas (OPAQ), Mark Albon, apre­sen­tou na última segunda-​feira, 24 de agosto, no cam­pus do Gragoatá, uma palestra sobre “A con­venção de armas quími­cas e a OPAQ”. O evento foi orga­ni­zado pelo Núcleo de Estu­dos Estratégi­cos Avança­dos (NEA), do INEST-​UFF, através dos pro­fes­sores Eduardo Brick e Már­cio Rocha, e atraiu estu­dantes da grad­u­ação em Relações Inter­na­cionais e do mestrado em Estu­dos Estratégi­cos da UFF.

Albon expli­cou que a OPAQ é uma orga­ni­za­ção inter­na­cional inde­pen­dente cri­ada em 1997, mas que faz um tra­balho de coop­er­ação com a Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), com o obje­tivo de elim­i­nar armas de destru­ição de massa, tra­bal­har para con­vencer países que ainda não aderi­ram à Con­venção, mon­i­torar indús­trias quími­cas para reduzir o risco de que pro­du­tos quími­cos sejam usa­dos inapro­pri­ada­mente, prover assistên­cia e pro­teção aos países-​membros em caso de ataque ou ameaça por armas nucleares, e pro­mover a coop­er­ação inter­na­cional para o uso pací­fico de pro­du­tos quími­cos. No momento, 191 países são mem­bros da OPAQ. O último a se unir foi Mian­mar. Ape­nas cinco mem­bros da ONU não assi­naram a adesão: Angola, Coréia do Norte, Egito, Israel e Sudão do Sul. O primeiro diretor-​geral da OPAQ foi o embaix­ador brasileiro José Mau­rí­cio Bus­tani, que con­duziu a enti­dade até 2002.

Mark Albon expli­cou que a ideia de se esta­b­ele­cer um mecan­ismo de con­t­role de armas quími­cas começou no fim do século XIX, em Haia, na Holanda, que sediou duas rodadas de nego­ci­ação, em 1899 e 1907. O trauma da Primeira Guerra levou ao Pro­to­colo de Gene­bra, de 1925, que proibiu o uso de arse­nal químico no campo de batalha. O acordo assi­nado naquele ano serviu de base para a Con­venção sobre Armas Quími­cas, em vigor hoje, e admin­istrada pela OPAQ.

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A última denún­cia de uso de armas quími­cas ocor­reu em 2013, na Síria, que na época não fazia parte da OPAQ. Após inspeções que com­pro­vou a uti­liza­ção de gás sarin na guerra civil naquele país, uma enorme pressão inter­na­cional fez com que Dam­asco aderisse à orga­ni­za­ção, que pro­moveu, com auxílio de uma força inter­na­cional que incluiu Itália e Esta­dos Unidos, a elim­i­nação total do agente químico assim como das insta­lações usadas para sua fab­ri­cação e estocagem. Em 11 de out­ubro daquele ano, o Comitê Norueguês do prêmio Nobel anun­ciou que a OPAQ tinha sido agra­ci­ada com o Prêmio Nobel da Paz para „extenso tra­balho para elim­i­nar as armas químicas”.

Aloy­sio Vas­con­cel­los, da Brazil Inter­na­tional Foun­da­tion, min­is­tra palestra no INEST

Postado por INEST em 26/ago/2015 - Sem Comentários

No dia 20 de agosto, o Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos rece­beu a visita de Aloy­sio Vas­con­cel­los, pres­i­dente da Brazil Inter­na­tional Foun­da­tion. Ele min­istrou palestra que teve como tema Os Pro­je­tos de Inte­gração: o Brasil Con­ti­nen­tal e o Brasil Inter­na­cional.

Com vasta exper­iên­cia no exte­rior, Vas­con­cel­los mostrou ao público pre­sente, for­mado por pro­fes­sores e pesquisadores do Insti­tuto, um rico per­fil da comu­nidade brasileira que vive fora do país, em espe­cial, no Estado da Flórida, nos Esta­dos Unidos. Ressaltou semel­hanças e difer­enças entre essas comu­nidades e a pop­u­lação res­i­dente no Brasil, salien­tando poten­cial­i­dades para ambas.
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No primeiro plano, pro­fes­sores e pesquisadores do INEST, ao fundo, o pro­fes­sor Eurico de Lima Figueiredo e Aloy­sio Vasconcellos.

Advo­gado, mem­bro da Ordem dos Advo­gado do Brasil e da Ordem dos Advo­ga­dos da América Latina, Vas­con­cel­los é doutor em Comér­cio Inter­na­cional pela Uni­ver­si­dade de Paris-​Sorbonne. Ele exerceu vários car­gos de chefia em sua car­reira, como a vice-​presidência do Citibank Brasil, a presidên­cia da Câmara de Comér­cio Brasil – Esta­dos Unidos, em Miami, e a presidên­cia da Câmara de Comér­cio Esta­dos Unidos – Por­tu­gal, em Nova Iorque, exerceu con­sul­to­ria ao Cen­tro de Análises de Sis­temas Navais (CAS­NAV), entre out­ras atividades.

Simpósio Internacional O Brasil na Segunda Guerra

Postado por INEST em 26/ago/2015 - Sem Comentários

Sim­pó­sio Inter­na­cional é encer­rado com duas con­fer­ên­cias sobre o mundo no pós guerra

Pub­li­cado em Sábado, 22 Agosto 2015 19:12Por Gilson Carvalho

A última ativi­dade do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, real­izada nessa sexta, 21 de agosto, foi a mesa de encer­ra­mento que teve o tema O mundo pós-​guerra, com a par­tic­i­pação dos pro­fes­sores Williams Gonçalves, da Uni­ver­si­dade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Eurico de Lima Figueiredo, dire­tor do INEST. O pro­fes­sor Vagner Camilo Alves atuou como moderador.

Williams Gonçalves lem­brou que a Segunda Guerra Mundial rep­re­sen­tou uma mudança rad­i­cal no sis­tema inter­na­cional de poder, com ascen­são dos Esta­dos Unidos e da União Soviética, resul­tado direto do con­flito bélico, e que levou, a par­tir de 1947, ao surg­i­mento de dois blo­cos, con­fig­u­rando a chamada Guerra Fria. Out­ras con­se­qüên­cias foram o surg­i­mento de uma nova ordem inter­na­cional, tanto do ponto de vista político, com a cri­ação da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU), quanto do econômico, com a real­iza­ção das con­fer­ên­cias de Bret­ton Woods e o surg­i­mento, em 1947, do Acordo Geral de Tar­i­fas e Com­er­cio (GATT, na sigla em inglês), que evoluiria para Orga­ni­za­ção Mundial do Comér­cio (OMC) em 1986. Gonçalves ressaltou que vive­mos um momento de tran­sição, com uma nova ordem mundial sendo con­sti­tuída a par­tir do surg­i­mento de novos blo­cos econômi­cos como os Brics, for­mado por Brasil, Rús­sia, Índia, China e África do Sul.

Como con­fer­encista, o pro­fes­sor emérito Eurico de Lima Figueiredo, dire­tor do INEST, desen­volveu a apre­sen­tação de encer­ra­mento guiando seu raciocínio em qua­tro proposições: a indis­pens­abil­i­dade da com­preen­são do fim da segunda guerra mundial para enten­der o mundo atual, a reflexão sobre a bipo­lar­i­dade ide­ológ­ica vigente até 1991, as con­se­quên­cias do fim do con­flito e da polar­iza­ção ide­ológ­ica para a América Latina e o Brasil e, por fim, como a Segunda Guerra pode aju­dar a com­preen­der as inter­ações entre os Estu­dos Estratégi­cos e as Relações Internacionais.

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Gabriel Pas­setti, Eurico de Lima Figueiredo, Vagner Camilo Alves e Williams Gonçalves — foto: Mar­i­ana Guimarães

A con­fer­ên­cia de encer­ra­mento foi medi­ada pelo pro­fes­sor Vágner Camilo, que dividiu com o prof. Gabriel Pas­setti, a coor­de­nação do evento.

Bal­anço final

Ao fazer um bal­anço final, o pro­fes­sor Gabriel Pas­setti, declarou estar ple­na­mente sat­is­feito com o resultado:

– Após um ano de tra­balho, tudo saiu como esperá­va­mos, com dis­cussões de alto nível sobre a Segunda Guerra Mundial, a par­tir de uma per­spec­tiva brasileira. Foram sete mesas, qua­tro espe­cial­is­tas estrangeiros, vários brasileiros, mostra de filmes, com par­tic­i­pação de dire­tores e pro­du­tores. Eu não pode­ria estar mais feliz.

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Pro­fes­sores e alunos que par­tic­i­param da orga­ni­za­ção do Sim­pó­sio Inter­na­cional — Foto: Lean­dro Ortolan

Pas­setti agrade­ceu a ded­i­cação de toda a comis­são orga­ni­zadora, que con­tou com a par­tic­i­pação de vários docentes e alunos de pós-​graduação do INEST, as agên­cias de finan­cia­mento e, prin­ci­pal­mente os mon­i­tores, alunos de grad­u­ação em Relações Inter­na­cionais, que tra­bal­haram durante toda a sem­ana e aju­daram a con­struir o êxito do Simpósio.

Aspec­tos econômi­cos são tema no último dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra

Pub­li­cado em Sábado, 22 Agosto 2015 19:06Por Gilson Carvalho

O último dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra teve a mesa-​redonda com­posta pelos pesquisadores Luiz Car­los Delorme Prado, da Uni­ver­si­dade Fed­eral do Rio de Janeiro (UFRJ), Fran­cisco Luis Corsi, da Uni­ver­si­dade Estad­ual Paulista (UNESP) e Hélio de Lena Junior, do Cen­tro Uni­ver­sitário de Volta Redonda, que dis­cor­reram sobre o tema “Aspec­tos econômi­cos”. A mod­er­ação coube ao pro­fes­sor Fer­nando Roberto de Fre­itas Almeida, do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST).

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Luiz Car­los Delorme Prado, Fer­nando Roberto de Fre­itas Almeida e Fran­cisco Corsi — foto: Mar­i­ana Guimarães

A mesa foi aberta por Luiz Car­los Prado, falou sobre as con­se­qüên­cias econômi­cas da Segunda Guerra mundial no Brasil e na América do Sul, enfa­ti­zando as difer­entes posições tomadas pelos brasileiros e argenti­nos, prin­ci­pais países do con­ti­nente, e como os acor­dos de Bret­ton Woods, acer­ta­dos em julho de 1944 naquela local­i­dade, nos Esta­dos Unidos, con­sol­i­daram a hege­mo­nia norte-​americana no pós-​guerra.

A seguir, Fran­cisco Corsi expli­cou como o período entre guer­ras rep­re­sen­tou uma opor­tu­nidade para o desen­volvi­mento das nações per­iféri­cas, a par­tir da desar­tic­u­lação das econo­mia mundial, e como a neces­si­dade de finan­cia­mento para a con­strução de um par­que indus­trial obrigou o Brasil de Getúlio Var­gas a alinhar-​se com os Esta­dos Unidos, em detri­mento da Ale­manha, com quem fler­tara, per­mitindo a cri­ação da Com­pan­hia Siderúr­gica Nacional, em Volta Redonda — RJ, marco ini­cial da indus­tri­al­iza­ção brasileira.

Por fim, Hélio de Lena Junior, demon­strou como o pro­jeto de nação pro­posto por Getúlio Var­gas bus­cava con­cil­iar a ideia de um “homem novo” e um desen­volvi­men­tismo autoritário, posto em prática a par­tir de 1944, com a insta­lação de uma “company-​town”, surgida ao redor da CSN no vale do rio Paraíba do Sul, naquela que viria a ser a cidade de Volta Redonda.

His­to­ri­ografia e Política Externa são temas do quarto dia
do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra

Por Andrés Peñaloza Lanza e Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal do INEST

O quarto dia, 20 de Agosto, do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra Mundial, foi con­sti­tuído por duas mesas. A primeira abor­dou nova­mente a política externa brasileira durante a Segunda Guerra e foi medi­ada pelo pro­fes­sor do INEST Renato Petroc­chi e com­posta pelos palestrantes Rebecca Her­man (Uni­ver­si­dade da Cal­ifór­nia, em Berke­ley), Delmo Arguel­hes (UniEURO, de Brasília) e Érica Mon­teiro (UFRJ).
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Renato Petroc­chi, Rebecca Her­man, Erica Mon­teiro e Delmo Arguel­hes. Foto: Mar­i­ana Guimarães

A pro­fes­sora Rebecca Her­man abor­dou o processo de con­strução de bases mil­itares e pis­tas de pouso na América Latina, dando ênfase na coop­er­ação entre empre­sas de avi­ação norte-​americanas e o gov­erno dos Esta­dos Unidos no esforço de guerra. Ressaltou alguns casos especí­fi­cos, ocor­ri­dos no Brasil, em que o dis­curso do gov­erno estadunidense, voltado à coop­tação de ali­a­dos, divergiu da política real­izada por empre­sas amer­i­canas, em espe­cial no que tange ao respeito aos dire­itos tra­bal­his­tas. Procurou demon­strar a ten­são entre a colab­o­ração inter­na­cional e a sobera­nia nacional, e como no caso do Brasil, a sua política externa afe­tou dire­ta­mente a polit­ica domés­tica. “Existe um padrão de res­olução de con­fli­tos onde os lid­eres sus­ten­tam a sobera­nia nacional mas no processo de nego­ci­ação se mostram dis­pos­tos a diminuir a sobera­nia nacional”, rela­tou Rebecca.

Seguindo o crono­grama, tomou a palavra o pro­fes­sor Delmo Arguel­hes, com o tema era A Con­fer­en­cia dos chancel­eres amer­i­canos no Rio de Janeiro (1942): o ponto de inflexão da política externa getulista. Arguel­hes expli­cou como a intenção da entrada no Brasil na guerra foi definida com a Con­fer­en­cia Panamer­i­cana, quando foram feitos acor­dos de sol­i­dariedade e defesa no con­ti­nente, lid­er­a­dos pelos Esta­dos Unidos. O resul­tado da con­fer­en­cia de chancel­eres foi uma recomen­dação de rompi­mento das relações com o Eixo, ante­ci­pando a pre­dom­inân­cia dos Esta­dos Unidos na América Latina.

Por fim, a pro­fes­sora Mon­teiro expôs uma análise da relação entre o Estado e a ini­cia­tiva pri­vada no esforço da guerra, com a pesquisa inti­t­u­lada Em tem­pos de guerra lucrar é pre­ciso: ini­cia­tiva pri­vada e relações inter­amer­i­canas durante a II Guerra Mundial. O tema da pesquisa surgiu após a obser­vação de sím­bo­los e slo­gans pre­sentes nas pro­pa­gan­das de guerra que exal­tavam a democ­ra­cia lib­eral e estereoti­pada os inimi­gos. Ao afi­nal, apre­sen­tou um vídeo inti­t­u­lado A guerra como slo­gan com mate­r­ial pub­li­cado no Brasil com ini­cia­tiva pri­vada americana.

Prosseguindo a pro­gra­mação do quarto dia, o pro­fes­sor do INEST Vágner Camilo tomou a palavra e chamou os palestrantes Fran­cisco César Fer­raz (UEL), João Rafael Moraes (IESP-​UERJ) e Den­ni­son de Oliveira (UFPR) para dar iní­cio a mesa Novas leituras e novas fontes sobre a Segunda Guerra Mundial.

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Fran­cisco Fer­raz — foto: Mar­i­ana Guimarães

O pro­fes­sor Fer­raz apre­sen­tou uma serie de con­sid­er­ações his­to­ri­ografi­cas sobre a pro­dução bib­li­ografica acerca da par­tic­i­pação brasileira na guerra. Ele mostrou o lev­an­ta­mento dos títu­los que tratavam da FEB e con­sta­tou que o tema pos­sui pesquisas con­sis­tentes, muitas vezes ainda igno­radas. Tam­bém obser­vou uma tendên­cia a pub­li­cações de arti­gos com temas como a entrada do Brasil na guerra, a relação entre Brasil e EUA, cotid­i­ano e region­al­ismo, rein­te­gração e pós-​guerra e estu­dos culturais.

A seguir, o pro­fes­sor João Rafael abor­dou o tema A reflexão da int­elec­tul­i­dade mil­i­tar brasileira sobre a Blitzkieg n’A Defesa Nacional. Em sua exposição, con­trapôs a influên­cia francesa e alemã no sis­tema de ensino e instrução. Afir­mou que a der­rota da França em 1940 pela nova estraté­gia ráp­ida e total alemã levan­tou questões sobre a val­i­dade da dout­rina mil­i­tar francesa que foi emu­lada por duas décadas. Con­sta­tou a grande dependên­cia brasileira, na época, em matéria de dout­rina militar.

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João Rafael Gual­berto Morais — foto: Mar­i­ana Guimarães

Para finalizar, o pro­fes­sor de Oliveira apre­sen­tou a tese de seu novo livro Aliança Brasil-​EUA: nova história do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Tomando como objeto de análise a doc­u­men­tação da Comis­são Mista de Defesa Brasil-​Estados Unidos em Wash­ing­ton e no Rio de Janeiro. Ressaltou a importân­cia do acervo doc­u­men­tal que teve acesso no Arquivo Nacional de Mary­land para as descober­tas de novos aspec­tos da história da par­tic­i­pação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

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Den­ni­son Oliveira — foto: Mar­i­ana Guimarães

Senta a Pua conta a história da avi­ação de caça brasileira na Segunda Guerra

Pub­li­cado em Sábado, 22 Agosto 2015 09:45A ter­ceira sessão do Diplo­macine, den­tro do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, trouxe Már­cio Bokel, mon­ta­dor e roteirista do filme Senta a Pua, doc­u­men­tário que aborda o papel do primeiro grupo de avi­ação de caça, que atuou na Força Expe­di­cionária Brasileira, no teatro de oper­ações italiano.

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Prof. Petrochi e Már­cio Bokel — foto: Mar­i­ana Guimarães

Bokel con­tou em detal­hes os relatos dados por pilo­tos do grupo de caça. Ele mostrou aos pre­sentes cer­tas car­ac­terís­ti­cas do dia a dia daque­les avi­adores durante o con­flito, não somente no que se ref­ere às suas téc­ni­cas e às aeron­aves uti­lizadas, mas em espe­cial ao fator humano, suas apreen­sões, o con­vívio, as per­das e as memórias.

Bokel tam­bém rev­elou por­menores téc­ni­cos pre­ciosos em relação à escolha das ima­gens históri­cas que com­puseram a obra, como os vídeos feitos a par­tir de câmeras insta­l­adas nos aviões, recu­per­adas em bases brasileiras e nos Arquivo Nacional dos Esta­dos Unidos, e fotografias raras obti­das ao longo da pro­dução do documentário.

A obra gan­hou os prêmios de mel­hor filme e mon­tagem no fes­ti­val de Cin­ema de Natal e de mel­hor filme no fes­ti­val da Amazô­nia. As sessão foi mod­er­ada pelos pro­fes­sores Renato Petroc­chi e Vágner Camilo Alves.

Ter­ceiro dia trata de política externa brasileira

Pub­li­cado em Quarta, 19 Agosto 2015 21:30Por Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal INEST

O Sim­pó­sio Inter­na­cional: O Brasil na Segunda Guerra con­tou nesta quarta-​feira, 19 de agosto, com a mesa Política Externa Brasileira. Mod­er­ada pelo pro­fes­sor Eduardo Heleno, a mesa con­tou com a par­tic­i­pação dos palestrantes Fábio Koif­man, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Alexan­dre Luis Moreli Rocha Fun­dação Getúlio Var­gas (FGV-​CPDOC) e João Bap­tista de Abreu Júnior , da UFF.
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João Bap­tista de Abreu Júnior, Alexan­dre Moreli, Eduardo Heleno e Fábio Koif­man — foto: Mar­i­ana Guimarães

O pro­fes­sor Fábio Koif­man tra­tou do tema Política imi­gratória brasileira e a Segunda Guerra Mundial, con­tex­tu­al­izando desde as políti­cas de bran­quea­mento pro­movi­das pelo Estado Novo, até as restrições migratórias impostas pela entrada do Brasil na guerra. Koif­man chamou atenção ao fato da emis­são e con­t­role do visto ter pas­sado do Min­istério das Relações Exte­ri­ores para o Min­istério da Justiça após o iní­cio do con­flito e o con­se­quente aumento do número de refugiados.

A seguir, tomou a palavra o pesquisador Alexan­dre Moreli que abor­dou sobre a importân­cia estratég­ica do espaço Atlân­tico na Segunda Guerra Mundial e a neces­si­dade de se enten­der o con­flito de inter­esses exis­tente nesta região. Ele ressaltou a relação entre Por­tu­gal, Grã-​Bretanha, Esta­dos Unidos e Brasil para a pro­teção do mar inte­rior e das ilhas por­tugue­sas que gerou uma coop­er­ação com­pet­i­tiva, prin­ci­pal­mente entre os britâni­cos e americanos.

O palestrante João Bap­tista trouxe para o debate o papel do rádio e da pro­pa­ganda na guerra psi­cológ­ica. Com o título O rádio, a Segunda Guerra Mundial e a batalha sonora do Brasil deu ênfase às trans­mis­sões feitas tanto pelos Ali­a­dos como pelo Eixo no ter­ritório brasileiro, tendo como obje­tivo o esforço de guerra. Trouxe um áudio para exem­pli­ficar como era feita a difusão de infor­mações na rádio no período de conflito.

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Vágner Camilo Alves, foto de Mar­i­ana Guimarães

Após o tér­mino da mesa da tarde, acon­te­ceu a última ativi­dade do dia, a Con­fer­ên­cia Uma análise estru­tural sobre o envolvi­mento brasileiro na Segunda Guerra Mundial, min­istrada pelo Coor­de­nador do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estrtégi­cos (PPGEST) pro­fes­sor Vagner Camilo. O pesquisador afir­mou que „Nada mais falso do que a visão de Getulio Var­gas ter escol­hido o lado que iria colab­o­rar na guerra”, enfa­ti­zando a neces­si­dade de se anal­isar como o sis­tema inter­na­cional trouxe o Brasil para den­tro do conflito.

“Estrada 47″ presta trib­uto aos prac­in­has brasileiros

Por Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal INEST

Na manhã de quarta-​feira, 19 de agosto, teve iní­cio a pro­gra­mação do ter­ceiro dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional: „O Brasil na Segunda Guerra” com a exibição do filme de ficção “A Estrada 47” pelo Diplo­macine, cineclube do curso de Relações Inter­na­cionais da UFF. A sessão con­tou com a par­tic­i­pação do dire­tor do filme, Vicente Fer­raz, para um debate.

O filme „A Estrada 47″ foi pro­duzido em 2014 e estreou em 2015, já fat­u­rando o prêmio de mel­hor filme no Fes­ti­val de Gra­mado. A trama narra a história de sol­da­dos brasileiros da FEB no front ital­iano que se perderam de seus pos­tos na mon­tanha após uma explosão e pas­sam a ser vis­tos como pos­síveis deser­tores. Para mudar esse quadro, eles deci­dem diz­imar a famosa estrada 47. Mais que isso, trata dos temores e medos dos prac­in­has que foram à guerra desprepara­dos, rela­tando suas vivên­cias, muitas vezes de pânico, e a neces­si­dade de serem vis­tos como heróis por suas famílias.
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O dire­tor Vicente Fer­raz e o pro­fes­sor Gabriel Pas­setti — foto: Mar­i­ana Guimarães

O dire­tor Fer­raz afirma que por ter sido da ger­ação do final da ditadura civil-​militar, não tinha inter­esse em abor­dar o exército. Con­tudo, com o tempo, reviu a exper­iên­cia e pas­sou a ver a atu­ação da FEB na Segunda Guerra Mundial como um exército que lutava pela democ­ra­cia, con­tra as forças fascis­tas.

É impor­tante ressaltar que o episó­dio da Estrada 47 não exis­tiu na real­i­dade, foi uma história cri­ada para refle­tir sobre o papel da FEB e da guerra. O con­tato com os ex-​combatentes e com a comu­nidade ital­iana, além das car­tas dos jovens sol­da­dos da FEB foram fun­da­men­tais para a human­iza­ção do filme. „Este filme é um trib­uto aos jovens brasileiros que arriscaram suas vidas pela democ­ra­cia e pela república”, relata Vicente.

Segundo dia tem mesa-​redonda, con­fer­ên­cia e lança­mento de livro

Pub­li­cado em Terça, 18 Agosto 2015 20:31Por Andres Peñaloza e Manuela Melani, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal do INEST

Dando con­tinuidade à pro­gra­mação de terça-​feira, 18 de Agosto, do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, o pro­fes­sor Adri­ano de Freixo abriu a segunda mesa do evento, Movi­men­tos Soci­ais e Políti­cos. O debate con­tou com a par­tic­i­pação de Alexan­dre Fortes, da Uni­ver­si­dade Fed­eral Rural do Rio de Janeiro, (UFRRJ), Fran­cisco Car­los Palo­manes Mar­t­inho da Uni­ver­si­dade de São Paulo,(USP) e Luís Edmundo de Souza Moraes, tam­bém da UFRRJ.

O pro­fes­sor Fortes ini­ciou sua fala mostrando como a guerra afeta as relações soci­ais num país, tratando do caso especí­fico do Brasil. No país, ocor­reram inten­sos soci­ais anti-​Eixo entre os anos de 42 e 45 que esta­b­ele­ce­ram condições para uma rup­tura nas relações e a pos­si­bil­i­dade da con­sol­i­dadão de pro­je­tos reformis­tas. A for­mação da classe tra­bal­hadora foi acel­er­ada pela guerra por mais que os cam­pos de batalha estivessem dis­tantes da real­i­dade brasileira.

O pro­fes­sor Fran­cisco Car­los Palo­manes ini­cial­mente abor­daria o tema da crise e con­tinuidade do Salazarismo na Segunda Guerra, porém, tomou a liber­dade de focar em como a Segunda Guerra influ­en­ciou o processo de des­col­o­niza­ção por­tuguesa, ainda no gov­erno de Salazar.

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Fran­cisco Car­los Palo­manes Filho, Luiz Edmundo de Souza Moraes, Adri­ano de Freixo e Alexan­dre Fortes, foto: Mar­i­ana Guimarães

Por último, o pro­fes­sor Moraes apre­sen­tou o tema O Par­tido Nazista no Brasil, as colô­nias alemãs e o Estado Brasileiro especi­f­i­cando como o par­tido nazista real­mente fun­cionava no Brasil, desmisti­f­i­cando a teo­ria da quinta col­una. Segundo o pesquisador, o par­tido nazista se con­sti­tuiu de forma descen­tral­izada, não nec­es­sari­a­mente den­tro das colo­nias alemães, como afir­mava o artigo „Nazis­tas no exte­rior” pub­li­cado no New York Times naquela época. Ape­sar dos dados empíri­cos, o mito da quinta col­una ainda é forte, relata Luís Edmundo.

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António Duarte — foto: Mar­i­ana Guimarães

Apos o encer­ra­mento da mesa, o pro­fes­sor por­tuguês António Paulo David Silva Duarte, do Insti­tuto de História da Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa, pro­feriu uma con­fer­ên­cia inti­t­u­lada Por­tu­gal na Segunda Guerra Mundial: da Neu­tral­i­dade a Co-​beligerância. Duarte focou sua apre­sen­tação na geopolítica de Por­tu­gal na Segunda Guerra e como a Grã-​Bretanha afe­tou sua estraté­gia. Alem disso, ressaltou a neu­tral­i­dade do pais ibérico em suas diver­sas eta­pas, visando man­ter o sta­tus quo da penín­sula, man­tendo a Espanha como ali­ada para evi­tar relações com o Eixo.

João Barone recu­pera memória em “Cam­in­hos de Heróis”

Pub­li­cado em Terça, 18 Agosto 2015 20:00Por Manuela Melani e Andres Peñaloza, do Cos­mopolítico, espe­cial para o Por­tal INEST
No segundo dia do sim­pó­sio „O Brasil na Segunda Guerra”, na terça-​feira de manhã, 18 de agosto, foi apre­sen­tado o filme „Cam­inho dos heróis”, do dire­tor e músico João Barone (bater­ista dos Par­ala­mas do Sucesso), que tam­bém esteve pre­sente para a apre­sen­tação e debate após a sessão.

O doc­u­men­tário, pro­duzido pelo His­tory Chan­nel, mostra a viagem da equipe de Barone pela Itália, seguindo o cam­inho feito pela batal­hão de sol­da­dos da FEB, desde a entrada do Brasil na guerra, em agosto de 1942. Dirigindo répli­cas dos mes­mos car­ros de guerra que os prac­in­has usaram naquela época (incluindo o avô de Barone), a equipe passa por todas as cidades per­cor­ri­das pela mis­são brasileira, vis­i­tando os mon­u­men­tos, memórias e ex– com­bat­entes ital­ianos e brasileiros, recol­hendo teste­munhos das con­quis­tas e der­ro­tas da FEB.

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O músico e dire­tor João Barone, entu­si­asta e pesquisador sobre a FEB, ao lado dos alunos do INEST

Além da pas­sagem do batal­hão e o recol­hi­mento dos fatos históri­cos, é mar­cante a pre­sença e her­ança brasileira em ter­ras ital­ianas, sobre­tudo nas peque­nas comu­nidades, onde a guerra não foi ape­nas um motivo de coop­er­ação bélica, mas tam­bém de con­vívio diários, e que feliz­mente tiveram um resul­tado muito pos­i­tivo, em ambos os lados. É notável a ação dos sol­da­dos brasileiros em com­para­ção com os anglo-​saxões, pois aque­les são lem­bra­dos pela sua sen­si­bil­i­dade e prox­im­i­dade com os povos das cidades por onde pas­savam, dividindo ali­men­tos e remé­dios. Tal fato é com­pro­vado pela existên­cia de museus e locais hom­e­nage­ando os feitos da FEB na Itália, a exem­plo de Montese.

Barone esclare­ceu que uti­liza de sua posição como musico do Par­ala­mas do Sucesso para chamar atenção ao assunto e ressaltar a importân­cia de se estu­dar a pre­sença da FEB no front ital­iano não como um episó­dio secundário. O dire­tor afir­mou que a moti­vação para a pro­dução do doc­u­men­tário veio de sua viven­cia pes­soal e inter­esse pelo tema, alem da neces­si­dade de esclare­cer e per­pet­uar a memória da par­tic­i­pação da FEB na guerra. O pro­fes­sor Vagner Camillo encer­rou o debate resu­mindo a exibição „Mostra o que os livros escrevem, alem de dar a dimen­são humana ao episodio”.

Cul­tura e política: arte como resistên­cia na guerra

Como parte da pro­gra­mação do primeiro dia do Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra, após a con­fer­ên­cia de aber­tura, teve iní­cio a primeira mesa com o tema Cul­tura e Política, mod­er­ada pelo coor­de­nador do evento, pro­fes­sor Gabriel Pas­setti. A mesa foi com­posta por Orlando de Bar­ros, da Uni­ver­si­dade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Michel Gher­man, da Uni­ver­si­dade Hebraica de Jerusalém, e Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho, do King’s Col­lege de Londres.

O pro­fes­sor Orlando de Bar­ros ini­ciou sua fala abor­dando a pre­sença dos grandes artis­tas na Segunda Guerra Mundial e seus papéis de entreter os sol­da­dos e amenizar as difi­cul­dades iner­entes ao con­flito. Partindo dai, tra­tou da Guerra dos artis­tas (título de seu mais recente livro) e de como estes foram fun­da­men­tais no esforço da guerra e nas Can­ti­nas dos Com­bat­entes, local onde os sol­da­dos con­frat­er­nizavam, acres­cen­tando que a arte exal­tava o patriotismo.

A seguir, tomou a palavra o palestrante inter­na­cional Michel Gher­man, que falou sobre Holo­causto, teste­munho e memória em ter­ras brasileiras. Por meio de uma análise com­par­a­tiva da imagem do sobre­vivente do Holo­causto e do sol­dado judeu com­bat­ente, e do uso de duas fig­uras impor­tantes, Alek­sander Laks e Salomão Malina, estabeceleu a existên­cia de duas guer­ras para­le­las, Segundo ele, na memória política, a pre­sença mais forte é a da vítima do exter­mínio. É pouco con­hecido o fato de 40 judeus brasileiros terem lutado na FEB (Força Expe­di­cionária Brasileira), enquanto que a história das viti­mas judias da Segunda Guerra Mundial é exacerbada.

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Michel Gher­mann, Gabriel Pas­setti e Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho — foto: Mar­i­ana Guimarães

O pro­fes­sor Viní­cius Mar­i­ano de Car­valho, do Brazil Insti­tute, con­cluiu a sessão, car­ac­ter­i­zando a pro­dução artís­tica como muito pre­sente entre os prac­inha da FEB. Uti­lizando recur­sos audio­vi­suais, apre­sen­tou diver­sos poe­mas e músi­cas que retratavam a exper­iên­cia desses com­bat­entes brasileiros na guerra e sua vivên­cia den­tro desta comunidade.

Uma inter­es­sante frase pode servir para con­cluir o tema Cul­tura e política: enten­der a memória da guerra como resistên­cia, e não como trauma; resistên­cia desde o ponto de vista do papel dos judeus como sol­da­dos de guerra, como herois e não como víti­mas, e tam­bém a música, o teatro e a poe­sia como resistên­cia aos ter­rores da guerra.

Sim­pó­sio Inter­na­cional O Brasil na Segunda Guerra é aberto

Postado por INEST em 17/ago/2015 - Sem Comentários

Por: Gilson Carvalho
O Sim­pó­sio Inter­na­cional „O Brasil na Segunda Guerra”, pro­movido pelo Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense (INEST/​UFF), foi aberto nesta segunda-​feira, 17 de agosto, no Cam­pus do Gragoatá. A mesa de aber­tura foi com­posta pelos pro­fes­sores Eurico de Lima Figueiredo, dire­tor do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST/​UFF), Vagner Camilo Alves, coor­de­nador do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos (PPGEST), Thi­ago Rodrigues, chefe do depar­ta­mento de Estu­dos Estratégi­cos e Relações Inter­na­cionais, e Gabriel Pas­setti, coor­de­nador do evento.

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Pro­fess­sores do INEST: Vagner Camilo Alves, Eurico de Lima Figueiredo, Gabriel Pas­setti, Thi­ago Rodrigues e Fer­nando Roberto de Fre­itas Almeida – Foto de Mar­i­ana Guimarães

Após saudar a platéia, agrade­cer os esforços de toda a comis­são orga­ni­zadora e demais colab­o­radores e dese­jar êxito a todos os par­tic­i­pantes, o pro­fes­sor Eurico Figueiredo pas­sou a palavra ao pro­fes­sor Anto­nio Pedro Tota, da Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católica (PUC-​SP), que pro­feriu a con­fer­ên­cia de aber­tura. Inti­t­u­lada “Améri­cas em Guerra! Aliança Cul­tural Brasil-​EUA”, mostrou como o gov­erno do pres­i­dente Franklin Roo­sevelt criou um aparato ide­ológico para con­quis­tar corações e mentes dos brasileiros, de modo a mantê-​los como ali­a­dos dos amer­i­canos durante a Segunda Guerra Mundial. Partindo de teo­rias desen­volvi­das por pesquisadores e int­elec­tu­ais como Luís da Câmara Cas­cudo e Oswald de Andrade, e bus­cando con­tra­por ideias de José Ramos Tin­horão, Moniz Ban­deira e Ger­son Moura, que denun­ci­avam a sub­or­di­nação da cul­tura brasileira à amer­i­cana, exam­inou doc­u­men­tos – inclu­sive áudios-​visuais, encon­tra­dos em cen­tros de pesquisa como o National Archives e a Bib­lioteca do Con­gresso, em Wash­ing­ton, e a Roo­sevelt Library em Nova York, entre outros.

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Prof. Anto­nio Pedro Tota — Foto de Mar­i­ana Guimarães

Tota perce­beu, ao final da pesquisa, que Tin­horão, Ban­deira e Moura estavam cer­tos, mas só par­cial­mente. As con­clusões podem ser con­feri­das em seu livro “O Amigo Amer­i­cano — Nel­son Rock­feller e o Brasil”, que relata como o mag­nata amer­i­cano aproximou-​se do país quando se tornou chefe do Office of Inter-​American Affairs, a agên­cia para assun­tos inter­amer­i­canos dos Esta­dos Unidos, que trouxe Orson Welles e Walt Dis­ney para o Brasil, e man­dou Car­men Miranda para os Esta­dos Unidos, e que será lançado será lançado na terça-​feira, 18 de agosto, às 18h.

O Sim­pó­sio prossegue ao longo da sem­ana, com con­fer­ên­cias, mesas-​redondas, mostra de filmes e lança­mento de livros. A pro­gra­mação com­pleta pode ser con­sul­tada aqui.

Oper­ações de Paz são tema de palestra

Postado por INEST em 15/maio/2015 - Sem Comentários

“As Oper­ações de Paz e o Brasil” foi o tema da palestra que o pro­fes­sor e pesquisador Vini­cius Mar­i­ano de Car­valho min­istrou no dia 14 de maio, no Cam­pus do Gragoatá. O evento foi orga­ni­zado den­tro da coop­er­ação acadêmica entre a Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nese e o King´s Col­lege, de Lon­dres, Reino Unido, e teve como mod­er­ador o pro­fes­sor Luiz Pedone, coor­de­nador do Lab­o­ratório Defesa e Política[s], do Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos (INEST). Tam­bém par­tic­i­param Elisa Chec­ca­cci, Ger­ente de Recru­ta­mento Inter­na­cional do King’s Col­lege, e Jacque­line Wilkins, côn­sul hon­orária do Reino Unido em Ribeirão Preto, que apre­sen­taram um painel de opor­tu­nidades para inter­câm­bio em cur­sos de grad­u­ação e pós-​graduação.

Desde a década de 1940 o Brasil tem se enga­jado em ações de paz em todo o mundo, e a mais rel­e­vante delas, a Mis­são das Nações Unidas para a Esta­bi­liza­ção no Haiti (Minus­tah) – que tem comando brasileiro, com­ple­tou dez anos em 2014. Segundo Car­valho, um dos grandes desafios que o país terá de enfrentar será não só se man­ter rel­e­vante nesse cenário, como ampliar as ações e tran­scen­der as questões militares.

Para ele, uma questão impor­tante é se já há o desen­volvi­mento de um pen­sa­mento civil brasileiro que possa ser apli­cado con­jun­ta­mente às ini­cia­ti­vas mil­itares. “O Brasil mostrou-​se muito bem suce­dido no con­tato com as pop­u­lações civis e esse sucesso não pode ser cred­i­tado somente às questões cul­tur­ais”, afirma. Car­valho acred­ita que esse con­hec­i­mento, esse “jeito brasileiro” poderá ser expor­tado e uti­lizado em futuras intervenções.

Outra hipótese é a pos­si­bil­i­dade de o país pro­por a cri­ação de uma força de paz marí­tima, baseada no êxito que obteve no comando da Força-​Tarefa Marí­tima da Força Inte­rina das Nações Unidas no Líbano (FTM-​Unifil), em que comanda tropas de diver­sos países, como Ale­manha, Bél­gica e Itália.

Con­cluindo, o pesquisador disse que as uni­ver­si­dades são um espaço priv­i­le­giado para debates sobre o tema, cada vez mais impor­tante diante do cenário inter­na­cional de con­fli­tos, desas­tres e migrações.

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Coor­de­nador do PPGEST par­tic­ipa de work­shop e debate no Insti­tuto da Defesa Nacional de Por­tu­gal

Postado por INEST em 13/abr/2015 - Sem Comentários

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O pro­fes­sor Vágner Camilo Alves, coor­de­nador do Pro­grama de Pós Grad­u­ação em Estu­dos Estratégi­cos (PPGEST), esteve, nos dias 8 e 9 de abril, no Insti­tuto da Defesa Nacional (IDN), em Lis­boa, Portugal.

Ele real­i­zou, como con­fer­encista con­vi­dado, uma palestra para o work­shop „O Poder dos Pequenos e Médios Esta­dos na Grande Guerra: com­para­ção Portugal-​Brasil” e outra para o Grupo de Estu­dos Relações Portugal-​Brasil.

A primeira exposição teve como tema „O papel do Brasil nas duas Guer­ras Mundi­ais” e a segunda, „O papel do Brasil no Sis­tema de Segu­rança Global no Século XX”.

O work­shop con­tou com a assistên­cia de pesquisadores brasileiros e por­tugue­ses que apre­sen­taram tra­bal­hos sobre os diver­sos aspec­tos da atu­ação de Por­tu­gal na Grande Guerra, mostrando, dessa maneira, o panorama da pro­dução cien­tí­fica local a respeito da história mil­i­tar e dos estu­dos estratégi­cos. No grupo de estu­dos, o debate de alto nível con­tou com a par­tic­i­pação de embaix­adores, mil­itares de alta patente e acadêmi­cos sêniores daquele país.

O work­shop e o grupo de estu­dos foram orga­ni­za­dos pelo IDN em parce­ria com os insti­tu­tos de História Con­tem­porânea da Uni­ver­si­dade Nova de Lis­boa e de Ciên­cias Soci­ais da Uni­ver­si­dade de Lisboa.

IDN

Prof. Bruno Car­doso Reis (IDN), prof. Vágner Camilo Alves (INEST-​UFF), gen­eral Vitor Viana (dire­tor do IDN) e prof. António Paulo Duarte (IDN)

Colóquio sobre América do Sul tem Pesquisador da Uni­ver­si­dade de Esto­colmo

Postado por INEST em 30/mar/2015 - Sem Comentários

“Estu­dos Estratégi­cos e América do Sul: Geopolítica e Inte­gração Regional”, foi o tema do colóquio real­izado no dia 30 de março, no Insti­tuto de Estu­dos Estratégi­cos da Uni­ver­si­dade Fed­eral Flu­mi­nense (INEST-​UFF), com o pro­fes­sor Andres Rivarola Puntigliano, do Insti­tuto da América Latina da Uni­ver­si­dade de Esto­colmo, Suécia

Espe­cial­izado em Política Externa, Geopolítica, Region­al­ismo e Desen­volvi­mento Econômico, América Latina e Caribe, Puntigliano falou para um grupo de mes­tran­dos e pesquisadores do Pro­grama de Pós-​Graduação em Estu­dos Estratégi­cos (PPGEST).

O colóquio teve a mod­er­ação do pro­fes­sor Luiz Pedone Coor­de­nador do Lab­o­ratório Defesa e Política[s]- INEST-​UFF.

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